Manaus registrou neste sábado (17) concentração de partículas finas de 401,4 µg/m³, segundo a Defesa Civil, acima dos 324,1 µg/m³ medidos em 23 de setembro, quando a cidade teve a pior qualidade do ar do mundo. O prefeito pediu socorro.
Em vídeo postado nas redes sociais, o prefeito Renato Junior (Avante) fez um apelo a autoridades estaduais, nacionais e internacionais.
Manaus não está em chamas, as chamas vêm de outros municípios e até de outros estados. Enquanto a fumaça sufoca e prejudica o nosso povo, a nossa gente, faço um apelo a todas as autoridades estaduais, nacionais e até internacionais. Manaus precisa de socorro.
"A fumaça entra e a gente fica tentando se proteger. Às vezes, até tendo que recorrer ao quarto. Não tenho saído de casa, tenho ficado em casa", contou Ana Paula Figueiredo, administradora que tem doença autoimune.
"Estava com muita fumaça, um cheiro insuportável. Eu tenho 30 anos, nunca fui acostumada a usar máscaras. Foi só na pandemia mesmo. É horrível", disse Carla Lopes, vendedora autônoma.
Os números mostram uma crise que não é só ambiental: ela já mexe na saúde, na rotina escolar e no próprio combate ao fogo, que perde eficácia quando os pilotos não enxergam o alvo.
Por que o combate está perdendo força
Segundo o Ibama, a própria fumaça reduziu a visibilidade dos pilotos neste sábado e parou quatro helicópteros no meio da missão. Apenas seis aviões Air Tractor completaram lançamentos de água, mesmo sob interferência da fumaça.
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O governo federal já havia enviado 290 brigadistas e 6 aeronaves em 10 de outubro. Neste sábado, anunciou o envio de mais 5 aeronaves, elevando o total para 16, mas a fumaça seguiu piorando.
O El Niño mais forte já registrado alterou o padrão dos ventos da região, dificultando a dispersão da fumaça sobre Manaus.
O que acontece agora
Neste domingo (18), uma comitiva de ministros e técnicos federais viaja a Manaus para acompanhar a situação e coordenar a ampliação das medidas de combate ao fogo.
O que esses reforços ainda não resolveram
Em pouco mais de uma semana, o número de aeronaves no combate ao fogo passou de 6 para 16. Mesmo assim, a concentração de partículas finas em Manaus neste sábado superou o recorde que a cidade havia batido em setembro.
O reforço cresce mais rápido do que a fumaça recua, e nenhuma autoridade apontou, até aqui, uma data em que o ar deva melhorar.





























