Incêndios florestais deixaram o ar muito insalubre em Santarém, no oeste do Pará, e insalubre em Manaus nesta segunda-feira (19). O Pará tem 922 focos ativos de queimada, o maior número do país, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O índice de qualidade do ar chegou a 260 em Santarém, classificado como muito insalubre, e a 153 em Manaus, insalubre.
A concentração de material particulado em Santarém foi de 185 microgramas por metro cúbico, quase seis vezes acima do limite legal brasileiro de 32 microgramas.
A resposta do governo
O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional destinou R$ 14 milhões ao combate às queimadas. Dezesseis aeronaves atuam na região, cinco delas adaptadas para a operação.
O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, e as Forças Armadas mantêm um Estado-Maior Conjunto em Manaus para coordenar o combate ao fogo em meio a uma crise que já se arrasta há semanas.
A estrutura foi montada no domingo (18), um dia antes da piora registrada nos índices de qualidade do ar.
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Uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) começa a funcionar nesta terça-feira (20) para reforçar a assistência à população atingida pela poluição do ar.
O que acontece agora
O Amazonas registrou 90 focos ativos, redução de mais de mil pontos em relação ao início do mês, segundo o Inpe. O governo federal já havia enviado mais cinco aviões para o combate na semana passada, reforçando a frota que opera na região.
A fumaça das queimadas na Amazônia tende a se intensificar à noite, por fatores climáticos locais. O fenômeno é potencializado pelo El Niño em curso, já identificado como um dos mais fortes já registrados.





























