A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo autorizou nesta sexta-feira (23) o processamento da recuperação extrajudicial da Ri Happy e de outras cinco empresas do grupo. A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira considerou atendidos os requisitos legais.
A rede de brinquedos, controlada pela BluSun Capital Partners, soma mais de 300 lojas entre franquias e operações próprias. O grupo quer renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas quirografárias.
O que a decisão permite ao grupo
A juíza deu ao grupo 90 dias para obter o apoio da maioria dos credores e suspendeu, por 180 dias, as ações e execuções relativas às dívidas incluídas no plano. O prazo começa a contar da distribuição nacional do processo e não pode ser prorrogado.
"A blindagem patrimonial visa assegurar ambiente negocial protegido, obstando atos expropriatórios individuais desordenados que esvaziem a empresa ou inviabilizem o plano antes de sua apreciação coletiva, resguardando o princípio da preservação da atividade e a paridade concursal", afirma a decisão.
A magistrada autorizou que os pedidos das seis empresas (Ri Happy, PBKids, Partout, New Toys, Brincar Marcas e Participações e DRH Casa de Festa) tramitem juntos, mas negou a consolidação substancial.
Na prática, cada uma terá de comprovar, sozinha, a adesão da maioria dos próprios credores. Foi nomeada uma administradora judicial para fiscalizar o processo.
Como a Ri Happy chegou até aqui
A empresa nasceu em 1998, em São Paulo, e hoje soma 204 lojas próprias e 88 franquias, que empregam diretamente mais de 2,6 mil pessoas. A receita líquida média do grupo é de R$ 1,2 bilhão por ano.
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Em agosto de 2023, a Ri Happy já havia renegociado R$ 292 milhões em dívida bancária. Altas de juros depois disso pioraram a situação financeira do grupo, que agora soma o pedido em recuperação extrajudicial de seis empresas.
O grupo entra para a lista de redes de varejo em dificuldade neste ano. A Casas Bahia pediu recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões em agosto e ainda segue em processo.
Ela trocou o comando da recuperação nesta semana.
Já a Americanas acabou de sair do mesmo tipo de proteção, depois de dois anos.
O que acontece agora
Depois que o grupo comprovar o apoio da maioria dos credores, será publicado edital para que discordantes apresentem contestações, em até 30 dias. Encerrada essa etapa, a Justiça decide sobre a homologação do plano de recuperação extrajudicial.































