Grandes veículos internacionais acompanham o 2º turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que vai às urnas neste domingo (25). Reuters, AP, FT, Guardian, Al Jazeera, El País e DW publicaram reportagens no fim de semana.
A disputa virou notícia fora do Brasil.
A Reuters concentra a cobertura em "o custo de vida, a inflação, os impostos e o poder de compra da população". A agência também descreve a estratégia digital de Lula para ampliar o diálogo com o eleitorado mais jovem.
O Guardian aborda a participação dos jovens eleitores e o risco de abstenção. O jornal britânico cita as iniciativas das duas campanhas para ampliar o comparecimento às urnas.
O jornal também cobre o pleito pelo ângulo ambiental. Menciona a possibilidade de expansão da mineração caso Flávio vença, com efeitos para o desmatamento na Amazônia. O El País segue linha semelhante e descreve a floresta como um tema "numa encruzilhada" nesta eleição.
O que mais pesa na cobertura estrangeira?
A Al Jazeera concentra a reportagem em economia, infraestrutura, desenvolvimento regional e gastos públicos. Dá atenção às possíveis diretrizes da política econômica a partir de 2027.
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Já o Financial Times analisa as transformações políticas associadas à expansão da influência do agronegócio no país. É um setor que a disputa comercial entre EUA, Mercosul e China colocou no centro da política externa brasileira neste ano.
A Deutsche Welle aborda as consequências do resultado para a relação entre Brasil e Europa. Isso inclui o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que prevê eliminar tarifas para a maior parte das exportações brasileiras nos próximos anos.
Segundo a Reuters, diplomatas estrangeiros em Brasília avaliam se vão reconhecer o resultado rapidamente, independentemente de quem vencer. O temor, segundo a agência, é de uma reação antecipada do presidente dos EUA, Donald Trump, que já impôs tarifas a produtos brasileiros.
A atenção da imprensa estrangeira não é isolada. Parte das reportagens cita a abstenção recorde no 1º turno, apontada pelo TSE como a maior em 28 anos. Também cita as divergências entre os candidatos sobre privatizações e impostos.
O que acontece agora
Os eleitores vão às urnas neste domingo (25), com votação entre 8h e 17h no horário de Brasília. O resultado deve ser divulgado pelo TSE ainda à noite. Ele define o próximo presidente do Brasil para o mandato que começa em janeiro de 2027.































