Um incêndio provocado por um botijão de gás atingiu, na noite de sexta-feira (23), o prédio da Faculdade de Engenharia da UFMG, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Ninguém ficou ferido, e o prédio não precisou ser evacuado, segundo o Corpo de Bombeiros.

O fogo começou em um forno dentro de uma cozinha do auditório da faculdade e depois chegou até a mangueira do botijão. Brigadistas da própria UFMG usaram extintores.

O Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres do Corpo de Bombeiros fez a ventilação do local e a contenção do vazamento.

Por que esse tipo de incêndio é tão comum?

O caso da UFMG entra numa estatística que a TV Sim Brasil já havia mostrado em Minas Gerais.

Em 2025, pelo menos 525 pessoas ficaram feridas em incêndios e explosões no estado, somando 11.516 atendimentos do Corpo de Bombeiros Militar, uma média de mais de uma vítima por dia.

O vazamento de gás de cozinha aparece entre as causas mais comuns desses incêndios, ao lado de problemas elétricos e da mistura inadequada de produtos de limpeza. Esses números contam só os casos atendidos pelos bombeiros: quem procura hospital direto não entra na conta.

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Em setembro, um incêndio na Grande BH já havia exposto um salto de 48% nas queimadas no estado. Em julho, uma explosão em fábrica de fogos em Minas Gerais chegou a matar um funcionário.

O que fazer para evitar um incêndio assim?

O Corpo de Bombeiros recomenda evitar improvisações em instalações elétricas e verificar regularmente o sistema de gás, de olho em vazamento e no estado da mangueira.

Em caso de queimadura, a orientação é afastar a vítima do calor e resfriar a área com água corrente em temperatura ambiente, sem usar pasta de dente, pó de café ou outros remédios caseiros. A emergência dos bombeiros é o 193.

O ponto em aberto

O g1 procurou a UFMG para saber mais sobre o estado de conservação da cozinha e do botijão envolvidos no incêndio, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.

Sem essa informação, não dá para dizer se o episódio foi um acidente isolado ou se reflete alguma falha de manutenção na estrutura da universidade.