Um bebê morreu após contrair sarampo em Wisconsin, nos Estados Unidos, informou o Departamento de Serviços de Saúde local na quinta-feira (5 de novembro), em meio a um surto que já soma 431 casos, o maior no estado em 35 anos.

É o primeiro óbito pela doença na região desde 1990. As autoridades não divulgaram a idade exata da criança, para preservar a privacidade da família, mas o legista apontou o sarampo como causa imediata da morte.

Dos casos registrados em 13 condados até 3 de novembro, 9 pessoas foram hospitalizadas por complicações. 428 eram de pessoas não vacinadas, segundo o Departamento de Serviços de Saúde.

Onde o surto se concentra

O principal foco está nos condados de Grant, Iowa, Lafayette e Vernon, que somam 362 casos confirmados e outros 6 prováveis. O condado de Chippewa enfrenta surto separado, com 44 casos confirmados.

Os números oficiais do estado podem ser menores que a circulação real do vírus, já que nem todos os infectados procuram atendimento médico ou fazem exames, segundo a secretaria estadual.

O sarampo é doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar e por partículas respiratórias. A infecção pode causar febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele, com risco maior de complicações em bebês e crianças pequenas.

O número divulgado pelas autoridades de Wisconsin é maior que a contagem oficial do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), que usa critérios próprios para contabilizar mortes ligadas ao sarampo.

Publicidade

Wisconsin não é o único estado afetado: Nova York decretou emergência depois de um surto de sarampo, em outubro.

E no Brasil?

No Brasil, nenhum estado atingiu a meta de vacinação contra o sarampo em 2026, segundo levantamento do Ministério da Saúde.

O país registrou 52 casos importados de sarampo neste ano, segundo o governo federal, reflexo da mesma queda na cobertura vacinal que também preocupa fora dos Estados Unidos.