O soldado Pedro Gabriel Bezerra do Nascimento, de 20 anos, foi preso de madrugada nesta quarta-feira (21), em Goiana (PE), após se apresentar desarmado na delegacia. Ele estava desaparecido desde sábado (17), quando saiu de um quartel no Recife com um fuzil e 20 munições.
Segundo o Exército, ele deixou o posto de sentinela no 7º Depósito de Suprimento, no bairro do Cabanga, levando um fuzil calibre 7.62 milímetros de uso individual. O armamento não foi recuperado.
Pedro Gabriel se apresentou na 7ª Delegacia de Homicídios, em Paulista, na Grande Recife, antes de ser encaminhado à unidade militar.
A Justiça Militar da União decretou a prisão preventiva do soldado na terça-feira (20), citando risco à segurança coletiva. O caso é apurado por abandono de posto e furto de material militar, em inquérito policial militar.
O caso repercutiu nas redes.
O termo "soldado" entrou entre os mais buscados no Google Brasil nesta quarta, com alta de mais de 1.000% nas buscas em 18 horas, segundo o Google Trends.
O que diz a defesa do soldado
A defesa do soldado afirma que ele não queria mais servir ao Exército. Segundo o advogado Jario Santos, Pedro Gabriel estava sem celular e sem internet, e decidiu se entregar ao saber da repercussão do caso e da prisão da namorada.
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Ao G1, o advogado Jario Santos resumiu a posição do soldado:
O interesse dele não era continuar no quartel. Ele já tinha interesse de não continuar. Tanto que ele saiu do quartel, não tinha mais interesse em voltar.
Após a apresentação, Pedro Gabriel foi levado ao 4º Batalhão de Polícia do Exército, no bairro do Curado, e depois ao Instituto de Medicina Legal, em Santo Amaro, para exame de corpo de delito.
O que se sabe sobre a namorada presa
A namorada do soldado, de 18 anos, está presa desde segunda-feira (19), suspeita de ajudar na fuga. Segundo o Comando Militar do Nordeste, ela confessou ter auxiliado o militar e ter ficado com ele após a saída do quartel.
Ela está grávida de dois meses do soldado, segundo o advogado da família. A defesa afirma que Pedro Gabriel nega qualquer participação dela na fuga.
O que acontece agora
O fuzil e as munições ainda não foram localizados pelas autoridades. Enquanto isso, o risco à segurança coletiva que justificou a prisão preventiva permanece.
O caso segue sob apuração da Justiça Militar da União, por meio do inquérito policial militar aberto para investigar o abandono de posto e o paradeiro do armamento.





























