O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, afirmou neste sábado (24) que os sistemas usados na apuração do 2º turno estão "blindados contra qualquer ingerência indevida". A declaração veio após a cerimônia de lacração dos sistemas, em Brasília, véspera da votação de domingo (25).

A cerimônia auditou quatro sistemas: Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot). Também foi emitida a zerésima, que comprova não haver voto computado previamente no banco de totalização.

O que o rito garante?

O rito garante que os programas permanecem exatamente iguais aos testados e fiscalizados por partidos e entidades, sem inclusão, exclusão ou alteração de linhas de código, segundo o ministro. A checagem usou assinaturas digitais e resumos criptográficos para confirmar a autenticidade dos arquivos.

As cidadãs e os cidadãos do nosso país podem ter a mais absoluta e irrestrita certeza de que, ao comparecerem às seções eleitorais e pressionarem a tecla 'CONFIRMA', o seu voto será registrado, preservado e totalizado com total integridade e transparência.

O processo começou em outubro de 2025, com o Ciclo de Transparência Democrática. Os programas foram lacrados em 4 de setembro por TSE, OAB/DF, MPF e Confea. Nunes Marques já havia apresentado essas medidas de segurança a embaixadores estrangeiros, em maio.

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O que acontece agora

A votação começa às 8h deste domingo (25).

As urnas eletrônicas brasileiras nunca tiveram fraude comprovada em 30 anos de uso. A auditoria de domingo vai conferir uma amostra das urnas do 2º turno, repetindo o rito do 1º turno.

A missão de observadores da OEA elogiou a segurança do processo eleitoral brasileiro, com ressalvas sobre desinformação nas redes sociais. A cerimônia de lacração é parte do esforço do TSE para evitar que notícias falsas sobre fraude nas urnas ganhem força antes da votação.