A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo ampliou a vacinação contra o sarampo depois de confirmar 15 casos no estado em 2026, sendo 12 na capital, 2 em São Bernardo do Campo e 1 em Guarulhos. A campanha de reforço vai até 1º de setembro.
Desde 3 de agosto, a tríplice viral está disponível para toda a população de 6 meses a 59 anos nos três municípios afetados, independentemente de já ter tomado dose antes. Nos outros 642 municípios paulistas, o reforço mira crianças e adolescentes até 15 anos.
O caso registrado em Guarulhos foi de uma criança sem histórico vacinal contra a doença.
Quando é o Dia D de vacinação?
O Dia D está marcado para 22 de agosto, sábado, quando as Unidades Básicas de Saúde abrem especialmente para ampliar a cobertura e regularizar carteiras de vacinação incompletas.
A urgência da campanha aparece nos números de cobertura vacinal do estado, que estão abaixo da meta de 95%. A primeira dose da tríplice viral está em 77,5% da população-alvo, e a segunda, em 65,5%.
No mesmo período do ano passado, os índices eram de 94% para a primeira dose e 84,4% para a segunda. A queda em um único ano ajuda a explicar por que o vírus voltou a circular.
O Ministério da Saúde também recomenda a chamada "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses nas áreas afetadas, uma dose antecipada da tríplice viral aplicada antes do calendário normal.
Segundo o ministério, a dose zero não substitui o calendário convencional, que continua com a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
O surto está associado à introdução esporádica do vírus vinda de fora do país, num contexto de intensa mobilidade de pessoas e alto fluxo de viajantes internacionais na Grande São Paulo.
Em 2025, o Brasil já havia registrado 38 casos de sarampo importados ou ligados à importação do vírus, segundo o Ministério da Saúde. A pasta, a Secretaria Estadual de Saúde de SP e a Organização Pan-Americana da Saúde acompanham a situação.


























