A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de um lote de insulina sem autorização e de seis peptídeos, entre eles uma versão da tirzepatida, vendidos sem registro por dois sites, segundo resolução publicada em 2 de outubro.

A Resolução RE nº 3.947 atinge, primeiro, todos os lotes de insulina glargina 3 mL/100 UI da empresa Costa Mar Comércio Licitatório, distribuídos sem a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) exigida pela Anvisa.

A segunda frente mira seis peptídeos sem registro, notificação ou cadastro na agência, vendidos pelo site peptideospro.com: o Tirzegen (tirzepatida) e o Retagen (retatrutide), ambos da Oxygen Pharm, além de produtos das marcas Alluvi Healthcare e Synedica Labs.

Um terceiro grupo, vendido pelo site peptideosdobrasil.com.br, também entrou na proibição, sem fabricante identificado no texto da resolução. Pela decisão, os itens não podem ser vendidos, fabricados, distribuídos, divulgados, transportados nem usados por pessoas físicas, empresas ou veículos de mídia.

A tirzepatida e a retatrutide pertencem à mesma classe de medicamentos injetáveis usados para diabetes e emagrecimento que inclui remédios como Ozempic e Mounjaro — uma categoria que tem sido alvo frequente de versões clandestinas vendidas no Brasil sem passar pelo controle da Anvisa.

A ausência de AFE e de registro significa que esses produtos não passaram pelos controles de qualidade, pureza e dosagem que a Anvisa exige de medicamentos regulares. A agência não detalhou, na resolução, nenhum efeito adverso específico já registrado com o uso desses lotes.

O que acontece agora

A proibição repete um padrão: a Anvisa já havia barrado a caneta T36, versão paraguaia clandestina do Mounjaro, e, na semana passada, proibiu um gel íntimo falsificado. Em setembro, também suspendeu lotes do Ocrevus, remédio para esclerose múltipla.