A Rússia informou nesta terça-feira (6) à Organização Mundial da Saúde (OMS) que não há casos de peste na cidade de Irkutsk, na Sibéria. Lá, uma funcionária de laboratório morreu na semana passada, e os testes dos contatos dela deram negativo, segundo a OMS.
A funcionária, Daria Shipilova, de 28 anos, trabalhava em um instituto de pesquisa sobre peste na região de Irkutsk. Ela morreu por causas que a Rússia ainda investiga, segundo a Folha.
Moscou havia informado antes à OMS que as autoridades apuravam se a morte foi causada por peste pneumônica, a forma mais grave e contagiosa da doença.
"Não foi registrado nenhum caso dessa doença perigosa na cidade de Irkutsk, Federação Russa", disseram as autoridades russas em resposta oficial a uma solicitação da OMS, lida pelo porta-voz da organização, Christian Lindmeier, em coletiva de imprensa em Genebra.
Todos os contatos da paciente teriam sido identificados e estão sendo monitorados quanto à presença de sintomas da doença, e nenhum deles apresentou sintomas até o momento.
A frase é de Lindmeier, segundo a Reuters. Pelas normas sanitárias internacionais, a Rússia deveria responder formalmente à OMS em até 24 horas após o pedido. Mas a missão diplomática russa em Genebra ainda não respondeu oficialmente, segundo o porta-voz.
Qual é o risco segundo a OMS?
O risco é moderado a baixo em Irkutsk, baixo para a Rússia e muito baixo para a Europa, segundo a avaliação inicial da OMS. A organização considera o risco de peste para a população em geral baixo desde o início do caso.
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A peste pneumônica é uma infecção pulmonar que pode ser mortal e se transmite por gotículas respiratórias, o que a torna mais fácil de espalhar entre pessoas. Já a peste bubônica, transmitida por pulgas, afeta os gânglios linfáticos.
A OMS mantém atenção redobrada a surtos simultâneos: o órgão também monitora de perto o maior surto de Ebola já registrado, no Congo.
Relembre o caso
A TV Sim Brasil noticiou a morte da pesquisadora e o monitoramento de 200 contatos dela nesta semana. Desde então, a Rússia reforçou a varredura de contatos e passou a reportar os resultados à OMS.
O que acontece agora
A Rússia ainda não deu resposta oficial completa ao pedido de informações da OMS sobre a causa da morte, e a investigação sobre se houve peste pneumônica segue em aberto.
A OMS prometeu atualizar o risco a cada nova resposta.































