A Fórmula 1 fechou acordo para realizar uma corrida em Ruanda a partir de 2030, segundo o site RacingNews365, citado pelo ge e pela CNN Brasil. O anúncio oficial deve sair ainda neste ano, e marcaria a volta da categoria ao continente africano.
Será construído um complexo com circuito permanente a 40 km de Kigali, capital do país, perto do futuro Aeroporto Internacional de Bugesera, que ainda está em obras.
A construção terá como base projetos de uma empresa do ex-piloto Alexander Wurz, em parceria com a Tilke Engineering, do arquiteto alemão Hermann Tilke, responsável pelo traçado de pistas como Sakhir, Xangai, Marina Bay, Yas Marina e o Circuito das Américas.
Por que Ruanda e por que agora
Ruanda negocia com a F1 desde 2024, quando executivos da categoria conversaram com o governo local. Na época, o presidente da F1, Stefano Domenicali, chamou o projeto de "sério".
O país oficializou a candidatura em dezembro de 2024 e, no mesmo ano, sediou a Assembleia Geral e a premiação anual da FIA, entidade que rege o automobilismo mundial. Fontes do paddock dizem que o acordo já foi selado.
A F1 não disputa uma corrida no continente africano há 33 anos. A última foi em 1993, em Kyalami, na África do Sul, vencida pelo tetracampeão Alain Prost, com Ayrton Senna em 2º lugar.
A África do Sul também quer voltar ao calendário: o circuito de Kyalami obteve da FIA, em junho de 2025, aprovação para avaliação de "Grau 1", com prazo de três anos para adequações.
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A confirmação de Ruanda não exclui a África do Sul do futuro calendário da categoria.
Um dos maiores defensores do retorno da categoria ao continente é o heptacampeão Lewis Hamilton, que tem apoio de Domenicali e do presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem.
O que acontece agora
O anúncio oficial da nova sede é esperado para as próximas semanas, segundo o RacingNews365. Até lá, Ruanda não tem hoje nenhum espaço com capacidade para receber a F1.
A expansão para novos países segue um movimento recente da categoria. A F1 confirmou etapas no Catar e em Abu Dhabi mesmo com a guerra no Oriente Médio.
O calendário de 2027 já prevê sprint em Mônaco e no GP do Brasil, em Interlagos, enquanto a temporada atual segue: Verstappen venceu a etapa mais recente, no Bahrein.





























