Dois homens foram mortos a tiros em casos separados no Pará e no Amazonas depois de discussões por apostas não pagas sobre o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, disputado neste domingo (4). As vítimas tinham apostado um veículo.
No Pará, Antônio Jardim Gomes foi morto a tiros na noite de domingo (4), no distrito de Belo Monte do Pará, em Novo Repartimento. Segundo a Polícia Civil, ele havia apostado a própria caminhonete na vitória de um dos candidatos à Presidência e perdeu.
O suspeito identificado pela polícia, Ananias Sotero de Oliveira, foi cobrar a dívida, e Gomes se recusou a entregar as chaves do veículo. Os dois discutiram, e o suspeito atirou cerca de seis vezes contra a vítima, que morreu no local antes de receber socorro.
O suspeito dos disparos fugiu com a caminhonete e segue foragido. A Polícia Civil do Pará abriu inquérito por homicídio doloso e pede informações pelo Disque-Denúncia (181).
Um dia depois, na segunda-feira (5), outro homem foi morto com oito tiros na comunidade de Belo Monte, na zona rural de Pauini, no Amazonas, segundo o portal TNOnline.
A vítima, cuja identidade não foi divulgada, teria apostado R$ 10 mil em dinheiro e uma caminhonete no mesmo duelo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato Flávio Bolsonaro (PL). A cobrança pela dívida terminou em troca de tiros.
Os suspeitos fugiram, e a identidade deles não foi confirmada. A Polícia Civil do Amazonas investiga o caso como homicídio e ainda apura quantas pessoas participaram dos disparos.
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Os dois crimes aconteceram na mesma semana, em municípios diferentes, mas por motivo idêntico: a cobrança de uma aposta política não paga.
Não é o único episódio de violência armada ligado ao atual ciclo eleitoral. Em setembro, o deputado Duarte Jr. sofreu um ataque a tiros durante a campanha no Maranhão, e houve ameaças registradas contra a imprensa regional em diferentes estados.
O primeiro turno, disputado no último domingo (4), colocou Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O que acontece agora
As polícias civis do Pará e do Amazonas tratam os dois casos como homicídio doloso e seguem à procura dos suspeitos, que continuam foragidos.
No Pará, denúncias sobre o paradeiro de Ananias Sotero de Oliveira podem ser enviadas ao Disque-Denúncia (181) ou ao WhatsApp (91) 3210-0181.





























