A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta terça-feira (6) o 41º caso de sarampo no estado em 2026, após novo registro na capital paulista. Em todo o ano de 2025, o estado teve apenas 2 casos da doença.

Os 41 casos deste ano são mais de 20 vezes os registrados em todo o 2025. A capital concentra 37 dos 41 registros, alta relevante frente aos 15 casos contabilizados em julho.

Os demais casos estão em São Bernardo do Campo (2), Guarulhos (1) e Santo André (1).

Nenhuma morte pela doença foi registrada até o momento. Segundo a pasta, a maioria dos casos ocorreu entre crianças menores de 2 anos, a faixa etária mais vulnerável ao sarampo.

Desde agosto, o estado ampliou pontos de vacinação contra a doença para tentar conter o avanço dos casos.

Mesmo em alta, a cobertura vacinal segue incompleta: parte das crianças recebe a primeira dose mas não volta para a segunda, o reforço que consolida a proteção contra o vírus.

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Os casos recentes dispararam após a Copa do Mundo. Antes do torneio, especialistas já alertavam para o risco de infecção por causa da epidemia em países-sede, sobretudo México e Estados Unidos.

O avanço do sarampo em São Paulo confirma o que especialistas previram antes da Copa: a circulação do vírus nos países-sede aumentaria o risco de reintrodução no Brasil.

O que acontece agora

Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância avalia encerrar as cadeias de transmissão associadas aos casos locais. Isso só ocorre quando não surgem casos relacionados por 90 dias, contados do início das manchas do último paciente confirmado.