São Paulo registrou 58.683 casos de dengue em 2026 até este domingo (6), segundo a Secretaria da Saúde do estado. São 42 mortes confirmadas e outras 30 em investigação. O número é bem menor que o total de 2025, quando o estado fechou o ano com 881.280 casos.
Dos casos deste ano, 57.402 são classificados como dengue simples, 1.180 com sinais de alarme e 101 como dengue grave. Outros 7.256 casos ainda estão em análise, e 297 mil suspeitas já foram descartadas.
Taubaté concentra o maior número de mortes do estado: sete óbitos em pacientes de 10 a 79 anos e mais quatro em maiores de 80 anos.
A diferença em relação a 2025 chama atenção, mas os dois números não são diretamente comparáveis: o de 2025 fecha um ano inteiro, e o de 2026 cobre só até setembro.
Por que o alívio de hoje pode não durar
Em agosto, o governo paulista lançou o Plano Estadual de Preparação e Resposta ao Fenômeno El Niño, que adapta ações diante da alta esperada de dengue. O plano prevê regiões prioritárias, reforço das salas de situação e apoio aos municípios.
O número baixo de hoje é o retrato de antes da temporada mais crítica, que historicamente vai de outubro a maio, quando as chuvas aumentam os criadouros do mosquito Aedes aegypti.
O El Niño já havia sido apontado pela Opas como fator de risco para arboviroses na região. O Ministério da Saúde fez alerta parecido em julho, projetando alta de dengue para 2027 por causa do fenômeno, com Minas Gerais já somando 40 mortes na época.
Publicidade
São Paulo não é o único estado no radar. Minas Gerais chegou a 63,9 mil casos prováveis e 41 mortes até 28 de julho, patamar próximo ao paulista, ainda que com metodologia de contagem diferente.
Desde 2024, o governo de São Paulo já repassou R$ 1,5 bilhão a 645 municípios para ações de combate à doença, incluindo vigilância e reforço da rede de atendimento.
O que acontece agora
Os 7.256 casos ainda em análise devem ser reclassificados nas próximas semanas, o que pode alterar o total oficial. A Secretaria da Saúde mantém monitoramento contínuo e atenção reforçada entre outubro e maio, período de maior transmissão do vírus no estado.





























