O Ministério da Saúde formalizou nesta semana a compra de 500 aparelhos de ultrassom portátil para Unidades Básicas de Saúde (UBS) em 22 estados e no Distrito Federal. A ata de preços, assinada em 2 de setembro com a Alfa Med Sistemas Médicos e a MVI Médica, soma R$ 12,58 milhões e prevê entrega em até 150 dias.
O que muda para quem depende do SUS
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o equipamento evita que o paciente seja encaminhado a um hospital ou centro de diagnóstico só para fazer um ultrassom.
"Esse aparelho cabe até no bolso do médico, da enfermeira, que consegue fazer todos os exames fundamentais de ultrassom, desde ver a situação do bebê dentro da barriga da mãe, ver problema de vesícula, fazer ultrassom abdominal, ver como é que está a situação das veias, ver problemas de gânglios, de cistos, de abscessos. E isso lá na própria UBS", disse Padilha.
Os aparelhos fazem exames abdominais, obstétricos e pré-natais, além de avaliações renais, apoio a bloqueios, identificação de sangramentos internos e procedimentos guiados por imagem. O uso vale para adultos e crianças, inclusive fora da unidade de saúde.
Como e quando o equipamento chega
A ata de preços contempla 22 estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Ceará, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Paraíba estão entre os contemplados.
Completam a lista Alagoas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Distrito Federal.
A entrega ocorre em até 150 dias, em três etapas a partir da assinatura do contrato. Cada UBS tem 15 dias para fazer a verificação técnica do aparelho antes de a União liberar o pagamento ao fornecedor.
"Esse é um reforço importante das ações do Ministério da Saúde junto com os municípios, para chegar às equipes do Programa Mais Médicos, que hoje são 27 mil médicos espalhados por todo o país, e para o fortalecimento da Atenção Primária em Saúde", afirmou o ministro.
É mais um reforço ao SUS anunciado pela pasta nos últimos dias. Em agosto, o ministério ampliou a oferta de remédios contra câncer de pulmão.
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No início de setembro, o presidente Lula sancionou a lei que amplia o uso de trombolíticos contra infarto na rede pública.
Falta, porém, a etapa que mais interessa ao paciente: quantos aparelhos cada Estado vai receber e para quais municípios.
Em Mato Grosso do Sul, um dos 22 contemplados, a reportagem do Campo Grande News questionou a pasta sobre o número de unidades destinadas ao Estado nesta quinta-feira (3). Até a publicação desta matéria, a pasta não havia respondido.
O que acontece agora
Com o contrato assinado, a AgSUS passa a cobrar das fornecedoras o cronograma de entrega por Estado.
Prefeituras e secretarias estaduais de saúde ainda precisam divulgar quais UBS vão receber os primeiros lotes. Isso deve ficar mais claro à medida que as remessas chegarem, dentro da janela de até cinco meses prevista no contrato.



























