O grupo sul-coreano Stray Kids anunciou que não vai inscrever nenhuma música na 69ª edição do Grammy, em 2027, seguindo o boicote que o BTS fez em julho. A JYP Entertainment, agência que administra o grupo, não deu explicação para a decisão.
O BTS havia protestado contra a criação, pela Recording Academy, da categoria "Melhor Performance de Música Pop Asiática". Foi o próprio grupo que anunciou o boicote em comunicado, em julho.
Decidimos não inscrever nossos trabalhos no Grammy deste ano. Esperamos que a música possa ser ouvida e amada por aquilo que é, e não dividida por regiões ou idiomas.
O comunicado é do BTS, divulgado em julho, quando o grupo agradeceu o apoio do Army, seu fã-clube, "e a todos que caminham ao nosso lado".
Por que a nova categoria do Grammy virou polêmica
Segundo a premiação, a categoria "reconhece a excelência artística em performances de música pop asiática originárias ou amplamente reconhecidas nos mercados asiáticos". A JYP não confirmou se a nova categoria influenciou a decisão do Stray Kids.
Na internet, fãs do k-pop questionaram a decisão de criar uma categoria à parte, alegando xenofobia. "Ao invés de premiar asiáticos em categorias já existentes, preferem criar uma nova categoria", escreveu um usuário no X.
Não é a primeira polêmica do tipo neste ano: em setembro, a Converse apagou um anúncio com a cantora Karina após acusação de racismo.
Apesar de não concorrer, os 8 integrantes do Stray Kids foram convidados a se tornar votantes da Recording Academy, entidade que organiza o Grammy.
O que acontece agora
O grupo fez sua estreia como headliner do Rock in Rio em 11 de setembro.
No mesmo mês, o BTS esgotou ingressos em 23 minutos em São Paulo, parte de uma onda coreana que já vinha com o boicote ao Grammy no noticiário.






























