A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, a venda e o uso de todos os produtos da marca de cosméticos Bunny em todo o país. A determinação, publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (27), atinge itens vendidos pela internet sem registro ou notificação junto à agência.

A proibição cobre todas as linhas e fragrâncias da marca. Estão na lista géis de banho, body splashes, esfoliantes corporais (body polish e body scrub) e a linha de difusores e sprays de ambiente Homespray.

Segundo a Anvisa, os produtos eram comercializados em site próprio da Bunny, sem passar pela avaliação prévia da agência.

"Sem essa avaliação, não é possível verificar critérios básicos como segurança de uso e composição dos produtos", afirmou a Anvisa sobre o caso.

A recomendação da agência é suspender imediatamente o uso de qualquer produto da marca. Consumidores devem comprar cosméticos apenas de empresas regularizadas junto à vigilância sanitária.

Não é a primeira vez este ano

A ação contra a Bunny se soma a uma sequência de fiscalizações da Anvisa contra cosméticos irregulares em 2026. Em agosto, a agência já havia proibido a venda de 14 cosméticos e produtos de higiene, num caso semelhante por falta de registro.

Em junho, outra leva de produtos já havia entrado na lista de cosméticos irregulares apreendidos pela agência.

O padrão se repete de caso em caso. Marcas vendem pela internet, em site ou rede social próprios, sem passar pelo registro formal que garante a checagem de segurança antes de o produto chegar ao consumidor.

A vigilância sanitária tem ampliado esse tipo de fiscalização para além dos cosméticos. Em agosto, a Anvisa também determinou a apreensão de seis tipos de sal vendidos irregularmente no país, num caso que seguiu a mesma falha regulatória.

O que acontece agora

Com a publicação da proibição, os produtos da Bunny não podem mais ser fabricados, distribuídos, importados, anunciados ou usados em nenhum estado. Lotes encontrados à venda estão sujeitos a apreensão pela vigilância sanitária local.

A Anvisa não informou se pretende identificar e notificar diretamente compradores que já receberam os produtos. Consumidores que tiverem dúvidas ou reações adversas podem registrar notificação no sistema da própria agência.