O tenista brasileiro Thiago Seyboth Wild foi eliminado nesta quarta-feira (26) na segunda rodada do qualifying do US Open, derrotado pelo norte-americano Mackenzie McDonald por 6/4 e 6/4. Com a queda de Wild, o Brasil fica sem nenhum representante no simples masculino da chave principal do torneio pela primeira vez desde 2018.
Segundo o Playmaker Brasil, que acompanhou a partida, Wild abriu 3 a 0 no segundo set após quebrar o saque do adversário. McDonald reagiu, salvou os break points seguintes e virou o duelo em 1h22min.
No saque, Wild converteu 9 aces contra apenas 2 de McDonald, mas teve pior aproveitamento no primeiro serviço: 74% de pontos ganhos, ante 85% do rival.
Essa é, segundo o levantamento, a primeira vez desde 2018 que o país não tem jogador na chave principal do simples do US Open. O Brasil segue representado nas duplas, com Orlando Luz e Rafael Matos no masculino e Luísa Stefani no feminino.
Como caíram os outros brasileiros
Wild era a última esperança do país no qualificatório. Ele havia vencido a estreia na segunda-feira (24), quando bateu o italiano Raul Brancaccio por 6/2 e 6/1, em 59 minutos.
Os outros três brasileiros do masculino já haviam caído na estreia do qualifying. De acordo com a CNN Brasil, o austríaco Joel Schwaerzler virou sobre Gustavo Heide por 2/6, 6/4 e 6/4, mesmo mais bem ranqueado dos dois.
Ainda no mesmo dia, Felipe Meligeni perdeu para o tcheco Dalibor Svrcina por 3/6 e 4/6, e Laura Pigossi, no feminino, caiu diante da grega Despina Papamichail por 5/7 e 2/6.
A lista de baixas já vinha de antes. O número 1 do país no ranking, João Fonseca, tinha anunciado a desistência do torneio na segunda-feira (24), por uma lesão abdominal sofrida no Masters 1000 de Montreal.
A lesão apareceu depois da queda dele para o americano Ben Shelton nas oitavas de final.
"Ficou claro para mim e para a minha equipe que eu preciso de mais tempo para me recuperar 100% e poder competir em alto nível", disse Fonseca, em comunicado nas redes sociais. "Seguimos trabalhando para poder voltar o quanto antes", completou.
Pelo ranking ATP, Fonseca ocupa hoje a 26ª posição, perto do melhor resultado da carreira, o 24º lugar, de novembro de 2025.
No ano passado, ele avançou até a segunda rodada do US Open, com apoio da torcida brasileira em Nova York.
Neste ano, sem ele em quadra e com os quatro qualifiers eliminados, a torcida brasileira fica sem compatriota no simples do Grand Slam americano pela primeira vez em oito anos.
A ausência não se limita ao masculino. Conforme o Tênis News, Beatriz Haddad Maia, ex-top 10 e hoje na 156ª posição, sequer disputou o qualifying nesta edição.
Ela venceu apenas 4 de 23 jogos nesta temporada e corre o risco de ficar fora de um Grand Slam pela primeira vez desde 2021, salvo um convite da organização.
O que acontece agora
O US Open 2026 começa no domingo (30), com premiação recorde de US$ 108 milhões. Fonseca ainda não tem data de retorno confirmada.
O próximo compromisso dele é pela seleção, contra a Suíça, nos dias 18 e 19 de setembro, no Rio de Janeiro, pela Copa Davis.
Enquanto o time principal se recupera, o país aposta na base. Guto Miguel subiu 100 posições no ranking aos 17 anos, depois de vencer em Kingston nesta semana.




























