A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na quinta-feira (29 de outubro), Diego Perez, apontado como chefe de uma quadrilha de roubo de celulares na cidade. Segundo a investigação, ele pagava recompensa por aparelho roubado e usava dados bancários das vítimas para compras.

A Delegacia da Gávea apurou que os assaltantes recebiam entre R$ 800 e R$ 1,2 mil por aparelho, valor que variava conforme o modelo e se o celular estava desbloqueado. Os criminosos agiam principalmente nas zonas Sul e Norte da cidade.

Um dos roubos aconteceu no Túnel Zuzu Angel, em São Conrado. Uma mulher, que pediu para não ser identificada, contou como foi abordada: "A pessoa gritava: 'abre, abre, abre'. E puxavam, tentando abrir a porta do carro."

"Eu não abria até ele me mostrar uma arma e começar a bater no vidro. Aí peguei e abri para um que estava do meu lado", completou. Os criminosos levaram o celular e joias da vítima.

Imagens obtidas pelos investigadores mostram Diego chegando a um shopping em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde fazia compras com os dados bancários roubados. Em um dos registros, o porta-malas do carro dele aparece cheio de produtos comprados com o dinheiro das vítimas.

A investigação aponta um segundo integrante da quadrilha, Paulo Eduardo dos Santos Pinto, como responsável por recrutar os assaltantes e fornecer as armas usadas nos roubos.

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Ele não foi localizado e é procurado pela polícia.

Diego foi autuado por roubo qualificado, porte ilegal de arma, associação criminosa e receptação. Na casa dele, em Duque de Caxias, os agentes apreenderam cerca de 30 celulares roubados, uma arma de fogo, munições e produtos comprados com dados das vítimas.

Como se proteger de roubo de celular

Casos como este reforçam a importância de proteção digital. A TV Sim Brasil já mostrou como blindar os dados do celular contra roubo, travando aplicativos bancários e ativando o bloqueio remoto do aparelho.

Quem tem o aparelho levado também pode recorrer ao seguro. Bancos oferecem cobertura para Pix e celular roubado, mas as regras variam entre instituições e o acionamento precisa ser rápido.

O que acontece agora

A Polícia Civil segue à procura de Paulo Eduardo e tenta localizar os donos dos cerca de 10 celulares identificados, para devolvê-los. Esquemas parecidos não são raros: em setembro, uma operação com 1,7 mil agentes desmontou uma máfia do celular roubado em São Paulo.