O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou 251 cidades do Paraná em alerta laranja na quinta-feira (5 de novembro), com chuva de até 100 milímetros por dia e ventos de até 100 km/h. É o terceiro ciclone extratropical a atingir o estado em três meses.

O alerta laranja, válido até as 23h59 de hoje, prevê chuva de 30 a 60 milímetros por hora e risco de granizo, queda de energia, queda de árvores e alagamentos. Outras 399 cidades do estado, a totalidade dele, seguem em alerta amarelo, de perigo potencial.

Os maiores acumulados são esperados em Santa Terezinha de Itaipu, Laranjeiras do Sul e Chopinzinho, todos acima de 49 milímetros.

Não é a primeira vez que o Paraná para por causa de um ciclone neste ano.

O primeiro, em agosto, ficou conhecido como ciclone bomba. O segundo, em outubro, pôs o estado em alerta no fim de semana da eleição e foi forte o bastante para mudar a votação de 3,2 mil eleitores. O de hoje é o terceiro.

Por que o Sul vive tantos ciclones

Segundo meteorologistas, o fenômeno é alimentado pelo aquecimento das águas do Atlântico Sul, que libera mais vapor para a atmosfera e funciona como combustível extra para as tempestades.

O Sul do Brasil é ponto de encontro entre uma massa de ar fria, que desce do Polo Sul, e uma massa de ar quente e úmida, vinda da Amazônia.

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É esse contraste térmico entre as duas massas que forma os ciclones, e ele fica mais intenso quanto mais quente estiver o oceano. O fenômeno se concentra no inverno e na primavera, época em que o Paraná tem registrado a sequência de alertas.

O ponto em aberto

Cientistas classificam o ciclone extratropical como um fenômeno natural da região, não uma novidade. O que mudou, segundo eles, foi a frequência.

Três eventos em três meses é um ritmo mais apertado do que o registrado em décadas anteriores. A tendência apontada pelos estudos é de que esses eventos fiquem mais frequentes e mais intensos com o aquecimento dos oceanos.