A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (5 de novembro) a Operação Cravos contra uma organização suspeita de movimentar R$ 741 milhões com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro pelo país. Foram cumpridos 50 mandados em 13 municípios de sete estados.
São 25 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão. A ação ocorreu no Acre, em Rondônia, no Piauí, em Goiás, no Mato Grosso, no Tocantins e em Minas Gerais.
No Acre, os mandados atingiram Rio Branco, Epitaciolândia, Capixaba, Cruzeiro do Sul e Brasiléia.
Como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro
Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado coordenava logística, financiamento e transporte de drogas entre as regiões Norte e Sudeste do país. Pessoas físicas e empresas interpostas eram usadas para movimentar o dinheiro no sistema financeiro, dificultando identificar a origem dos recursos.
A investigação começou após a identificação de suspeitos transportando drogas entre as duas regiões. Ao longo do trabalho, a PF apreendeu 6,8 quilos de skunk, variedade de maconha com alta concentração de THC.
A Justiça autorizou o sequestro de três imóveis e 37 veículos, além do bloqueio de até R$ 741 milhões em ativos dos investigados. Os suspeitos respondem por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Uma operação muito maior que a anterior
O valor bloqueado na Operação Cravos é quase 74 vezes maior que o da Operação Krampus Narco, deflagrada no fim de outubro. Naquela ação, a PF bloqueou R$ 10 milhões e prendeu 8 pessoas.
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A ação também ocorre poucos dias depois da Operação Ifrit, no Mato Grosso do Sul, que mirou facções rivais e afastou policiais suspeitos de ligação com o crime organizado. As duas operações não têm relação direta apurada entre si.
A PF já havia cumprido mandados maiores neste ano, como a operação que combateu tráfico e lavagem em 14 estados, em julho.
Até a publicação desta matéria, a Polícia Federal não havia divulgado os nomes dos presos, e os investigados ainda não se manifestaram.
O que acontece agora
Os presos na Operação Cravos devem passar por audiência de custódia nos próximos dias. A Justiça decide então se mantém as prisões preventivas.
Os bens sequestrados ficam à disposição da Justiça até o fim do processo, que apura os crimes de tráfico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.






























