A ODATA, empresa do grupo americano Aligned Data Centers, anunciou nesta sexta-feira (18) um investimento de US$ 630 milhões para implantar uma nova tecnologia de refrigeração líquida em data centers no Brasil e no México. A tecnologia, batizada DeltaFlow, é fabricada em Araucária, no Paraná.
O valor cobre a primeira fase do projeto, que já está em instalação e testes nos campi SP04, no Brasil, e QR03, no México. A empresa não detalhou como o investimento se divide entre os dois países.
Como funciona a tecnologia DeltaFlow?
DeltaFlow é uma solução de refrigeração líquida desenvolvida pela Aligned Data Centers em parceria com a Munters, batizada para atender às demandas térmicas de ambientes de altíssima densidade, como os usados para treinar modelos de inteligência artificial.
O sistema opera em circuito fechado, com água deionizada que recircula continuamente. Isso significa que a refrigeração não consome água durante a operação, diferença importante em data centers, que tradicionalmente demandam grandes volumes do recurso.
Por que a fabricação em Araucária importa?
Os equipamentos já são fabricados na unidade da Munters em Araucária (PR), que passa a atender também as instalações no México. A empresa planeja usar a mesma produção brasileira para expandir a tecnologia ao Chile e à Colômbia.
"Trazer a tecnologia DeltaFlow para a América Latina reflete nosso compromisso em antecipar as necessidades em evolução do mercado", disse Ricardo Alário, CEO da ODATA, sobre a expansão.
Keith Dunnavant, vice-presidente de estratégia de ofertas da Munters, afirmou que a empresa está satisfeita em expandir a fabricação do DeltaFlow para apoiar o crescimento da Aligned e da ODATA na região.
O que acontece agora
Com a expansão da capacidade de refrigeração, a ODATA aposta em se posicionar como fornecedora de infraestrutura para aplicações de inteligência artificial de próxima geração na América Latina.
O investimento acontece em meio a um boom global de gastos em infraestrutura de IA: a OpenAI, por exemplo, projeta gastar US$ 280 bilhões a mais do que vai faturar até 2030.
A corrida por infraestrutura de IA já pressiona outros mercados: o preço do cobre no mundo tem subido, puxado pela demanda de data centers, o tipo de instalação que a ODATA amplia agora no Brasil.





























