O candidato ao governo do Amazonas Cabo Daciolo (Mobiliza) prometeu, em entrevista à Rede Amazônica, pavimentar a BR-319 e construir uma ponte de acesso à rodovia. Ele também prometeu triplicar o efetivo de segurança pública e valorizar servidores do estado.
“Vou triplicar o número da segurança pública. E agora, para ficar tudo perfeito, precisamos tratar com dignidade os servidores da saúde, da educação e da segurança”, disse o candidato.
A entrevista integra uma série da Rede Amazônica com os concorrentes ao governo do estado, exibida entre os dias 14 e 17 de setembro no telejornal local.
Daciolo aparece com apenas 2% das intenções de voto na pesquisa Quaest/Rede Amazônica, feita entre 21 e 24 de agosto com 804 entrevistados, margem de erro de 3 pontos e registro AM-04595/2026 no TSE.
O cenário estimulado é liderado por Omar Aziz (PSD), com 26%, seguido por Roberto Cidade (União Brasil), com 18%, Professora Maria do Carmo (PL), com 16%, e David Almeida (Avante), com 15%.
A vaga ficou aberta depois que o governador Wilson Lima (União Brasil) renunciou ao cargo, em abril, para disputar uma das duas vagas do Amazonas no Senado.
Daciolo nasceu em Florianópolis e construiu a carreira política no Rio de Janeiro, onde foi deputado federal e candidato à Presidência e ao Senado por três partidos diferentes. É a primeira vez que ele disputa uma eleição no Amazonas.
A BR-319 é competência do estado?
Não. A BR-319 é uma rodovia federal, sob responsabilidade do governo federal e do Dnit, não do governo estadual que Daciolo disputa.
O licenciamento ambiental do trecho mais crítico da estrada segue como o principal obstáculo à pavimentação. Uma nova lei ambiental criou uma licença especial com prazo de até 12 meses para obras estratégicas.
Um juiz federal já decidiu, porém, que a obra tem impacto ambiental significativo e precisa passar pelo licenciamento comum, rejeitando a interpretação que dispensaria a etapa. A Justiça chegou a suspender editais do Dnit para a pavimentação.
A licitação do trecho é estimada em R$ 678 milhões, com execução prevista em três anos. O próprio governo federal reconhece riscos de aumento do desmatamento e da grilagem de terras no entorno da obra.
O que acontece agora
A eleição no Amazonas está marcada para 4 de outubro. Antes disso, a Rede Amazônica deve seguir promovendo entrevistas e debates com os candidatos ao governo.
O desfecho do licenciamento da BR-319, porém, segue nas mãos da Justiça e do governo federal, não do próximo governador do Amazonas.





























