Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) mostram que a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), enviou uma minuta de contrato ao ex-chefe de gabinete pessoal de Lula, Marco Aurélio Ribeiro. O documento propunha a venda de remédios à base de canabidiol ao Ministério da Saúde sem licitação.
Marcola, como é conhecido, confirmou ter recebido o modelo de contrato, mas afirma que não o repassou a ninguém no governo. O contrato nunca chegou a ser fechado, e o Ministério da Saúde nega qualquer negociação sobre o produto.
O que diz o Ministério da Saúde
Em nota, a pasta afirmou que nunca houve discussão sobre oferecer medicamento à base de canabidiol na rede pública. Segundo o ministério, o produto não está incorporado ao SUS, e por isso não é comprado nem fornecido pelo governo.
Fábio Luís Lula da Silva é hoje alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles apura a suspeita de que ele intermediou reuniões de lobby em escalões do governo.
Outros episódios nas mesmas mensagens
Os diálogos aos quais a PF teve acesso mostram outros episódios entre Marcola e Roberta. Segundo eles, Marcola teria ajudado a escolher joias para o Dia das Mães de 2024, no valor aproximado de R$ 9 mil, oferecidas por Roberta.
Os investigadores também identificaram trocas em que o filho do presidente orienta Roberta a emitir notas fiscais para cobrar pagamento de um empresário investigado.
As mensagens foram extraídas do celular de Roberta pela Polícia Federal e vieram a público pela imprensa. A defesa de Marcola não respondeu aos pedidos de posicionamento, e o advogado de Roberta não comentou o caso.


























