A distância entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas presidenciais encolheu nas duas últimas semanas. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 5 de agosto, media 9 pontos percentuais de diferença no primeiro turno. Na Futura Inteligência, de 11 de agosto, a distância caiu para 4,7 pontos.

A Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 31 de julho e 3 de agosto, a pedido do Banco Genial. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiança, sob o registro BR-06591/2026 no TSE.

No cenário estimulado, Lula tinha 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 30% de Flávio Bolsonaro. No espontâneo, sem os nomes apresentados ao entrevistado, a distância era ainda maior, de 25% a 18%.

Já a Futura Inteligência ouviu 2.000 pessoas entre 3 e 7 de agosto, em pesquisa própria do instituto, sem contratante externo. A margem de erro é de 2,2 pontos, também com 95% de confiança, sob o registro BR-08109/2026.

Nesse levantamento, Lula caiu para 38,8% e Flávio Bolsonaro subiu para 34,1% no cenário estimulado. Um segundo cenário testado pelo instituto, com menos nomes na lista, mostrou distância ainda menor, de 36,3% a 32,7%.

Os dois institutos também testam Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Nenhum dos três passou de 8% em qualquer cenário.

No segundo turno simulado contra Flávio Bolsonaro, Lula também perdeu fôlego, de 44% a 39% na Genial/Quaest para 46,5% a 44% na Futura Inteligência, uma distância de apenas 2,5 pontos.

O que pode explicar a diferença entre os números

Institutos diferentes, período de coleta diferente e cenários com listas de nomes diferentes tornam qualquer comparação direta entre as duas pesquisas sujeita a ressalvas.

Nenhuma delas mede sozinha uma tendência. São dois retratos, de institutos e metodologias distintas, tirados em momentos próximos um do outro.

O que os números ainda não respondem

As duas pesquisas foram feitas por institutos diferentes, o que direciona a leitura para o cenário, não para um vencedor.

A pergunta que os próximos levantamentos vão precisar responder é se a aproximação é um movimento consistente ao longo de semanas, ou uma variação dentro do que se espera entre pesquisas de metodologias distintas.