O Brasil tem 20.506 pedidos de registro de candidatura para as eleições de 2026, segundo dados do TSE atualizados até 17 de agosto. O número é 8,7 mil menor que em 2022. Os homens somam 65% dos registros, e as mulheres, 35%.

A maior parte dos pedidos é para deputado estadual, com 11.090 registros para 1.035 vagas, média de 10,71 candidatos por cadeira. Em seguida vem deputado federal, com 7.627 pedidos para 513 vagas, 14,87 candidatos por cadeira.

Para os governos dos 26 estados e do Distrito Federal, são 195 candidaturas, 12,5% a menos que em 2022, quando havia 223. Já a Presidência da República teve 13 candidaturas, uma a mais que as 12 de 2022.

O Senado teve 314 pedidos de registro para as 54 vagas em disputa, o equivalente a 5,83 candidatos por cadeira.

Em números absolutos, os homens somam 13.366 registros e as mulheres, 7.140. A lei eleitoral (9.504/1997) exige que cada partido reserve pelo menos 30% das candidaturas proporcionais para o sexo minoritário na legenda, hoje quase sempre as mulheres.

O perfil de quem concorre também chama atenção por outro ângulo. Empresários lideram as ocupações declaradas entre os candidatos de 2026.

Por que há menos candidatos que em 2022?

A queda é puxada pela cláusula de desempenho, regra que dificulta o funcionamento de partidos pequenos. Ela chega a 2026 na quinta eleição nacional em que está em vigor, criada pela Emenda Constitucional 97, de 2017.

Pela regra, cada partido precisa obter ao menos 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço dos estados, com no mínimo 1,5% em cada um deles. A alternativa é eleger ao menos 13 deputados federais, também distribuídos por um terço da federação.

Quem não cumpre nenhum dos dois critérios perde o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, o que reduz o interesse de legendas menores em lançar candidatos próprios.

O número de 20.506 também não é definitivo. A Justiça Eleitoral ainda analisa cada pedido e pode indeferir candidaturas por inelegibilidade ou por falta de documentos obrigatórios.