O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (19) que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência representa um "risco institucional" para o país. Em sabatina a veículos de comunicação, ele também defendeu que a Polícia Federal apure até o fim as suspeitas contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A sabatina foi promovida por O Globo, pela rádio CBN e pelo jornal Valor Econômico, com perguntas dos jornalistas Vera Magalhães, Marcello Corrêa e Guilherme Muniz.

Segundo Haddad, no plano federal Flávio Bolsonaro não conseguiu reunir o mesmo arco de alianças de outros nomes da direita. Partidos de centro não aderiram à candidatura, o que deixou o deputado mais isolado e o levou a escolher um vice do próprio partido.

O que Haddad disse sobre Lulinha

"Sou a favor de passar a régua em quem quer que seja, porque tem uma lei, ela tem que ser respeitada", disse Haddad na sabatina.

Ele completou: "A pessoa errou, eu não quero saber o partido, a religião, o time de futebol, paga."

Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, é alvo de três inquéritos abertos pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência, autorizados pelo STF, dois sob relatoria do ministro André Mendonça e um do ministro Flávio Dino.

A PF aponta que a lobista Roberta Luchsinger aparentava ter autorização para agir em nome de Lulinha.

Segundo a corporação, o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", repassou cerca de R$ 1,5 milhão a Roberta. Uma parcela de R$ 300 mil foi tratada, em mensagens, como referente ao "filho do cara".

A TV Sim Brasil noticiou o inquérito mais recente aberto contra Lulinha, que liga joias e um repasse de R$ 1,5 milhão ao entorno dele.

A defesa de Lulinha

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, classificou a divulgação das mensagens atribuídas a Lulinha e a Roberta Luchsinger, feita pelo Metrópoles em 17 de agosto, como "vazamento criminoso".

A defesa informou que vai levar o caso à delegada da PF Andrei Rodrigues, ao ministro André Mendonça e ao Ministério da Justiça, pedindo apuração rigorosa. Segundo o advogado, Lulinha não pode ser responsabilizado por falas atribuídas à própria lobista.