O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu, em entrevista ao Jornal Nacional neste sábado (29), a criação de um "ministério da inteligência artificial" e um aplicativo com drones para combater o feminicídio. Ele também propôs usar influenciadores digitais como uma espécie de embaixadores do Brasil no exterior.

Pela proposta, uma mulher sob ameaça acionaria um aplicativo de celular. Um drone equipado com sirene, guiado por inteligência artificial, localizaria a ocorrência por geolocalização e a encaminharia à delegacia mais próxima, para acelerar a resposta da segurança pública.

Cury também defendeu capacitar servidores de embaixadas brasileiras para atuar como comunicação digital do país no exterior, promovendo cultura, produtos e oportunidades em redes sociais. Segundo o candidato, a ideia não envolve necessariamente novas contratações, e sim treinar quem já trabalha nas representações diplomáticas.

É a terceira proposta de Cury a ganhar repercussão só nesta semana de campanha. Antes, o candidato já havia defendido taxar as apostas esportivas em 50% e cortar até dez ministérios e ampliar a telemedicina no SUS.

As propostas dos drones e dos influenciadores-embaixadores geraram repercussão nas redes sociais logo após a entrevista, segundo o ND+. Especialistas em segurança pública e em política externa ainda não se manifestaram publicamente sobre a viabilidade das duas ideias.

Aos 67 anos, Cury é psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e concorre pelo Avante com o número 70, tendo Júlio Delgado como vice na chapa.

A entrevista de Cury ocorreu no mesmo fim de semana em que outros presidenciáveis também passaram por sabatinas na Globo. Lula falou por 40 minutos sem citar Flávio Bolsonaro, que teve sua própria entrevista na sexta-feira (28).

A candidatura de Cury está entre os 13 registros de candidatura à Presidência que o TSE vai julgar nesta segunda-feira (31).