Um juiz militar dos Estados Unidos marcou para 5 de junho de 2028 o julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, apontado como mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (26), 27 anos depois dos atentados que mataram cerca de 3 mil pessoas.
Os ataques atingiram as Torres Gêmeas, em Nova York, o Pentágono e um quarto avião que caiu na Pensilvânia.
O julgamento inclui três corréus: Walid Muhammad Salih Mubarak bin 'Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali. As comissões militares de Guantánamo foram criadas para julgar suspeitos de terrorismo fora do sistema de Justiça civil dos Estados Unidos.
Mohammed foi capturado em 1º de março de 2003, numa operação conjunta da CIA com a inteligência do Paquistão, em Rawalpindi. Ficou cerca de três anos e meio em prisões secretas da CIA antes de ser transferido para Guantánamo, em setembro de 2006.
Ele foi formalmente acusado em 11 de fevereiro de 2008, junto com mais quatro detentos, por crime de guerra, assassinato e conspiração em tribunal militar. Passaram-se 18 anos entre a acusação formal e a data agora marcada para o julgamento.
O processo ficou paralisado por anos em disputas sobre provas obtidas enquanto os réus estavam sob tortura nas prisões secretas da CIA.
Nesta sexta-feira (28), um juiz militar decidiu que as confissões que Mohammed deu ao FBI não foram voluntárias e não podem ser usadas contra ele.
Esperamos 25 anos. Por que temos que esperar mais dois anos?
A frase é de um familiar de vítima do 11 de Setembro, citado por veículos americanos após o anúncio da nova data. Para famílias enlutadas, uma data marcada não é o mesmo que um caso concluído. Questões pré-julgamento importantes ainda estão pendentes.
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Advogados de defesa argumentam que esforços do governo dos Estados Unidos para ocultar detalhes da tortura contribuíram para o atraso do caso.
O que acontece agora
O julgamento tem data marcada para 5 de junho de 2028, mas o caso ainda não está encerrado. Questões pré-julgamento sobre quais provas podem ser usadas contra os quatro réus seguem em disputa até lá.
O que o atraso expõe
Passaram-se mais de duas décadas entre os ataques e a data agora marcada para o julgamento. Advogados de defesa e um ex-promotor do caso já questionaram se o tribunal consegue funcionar sem que a prova obtida sob tortura continue a travar o processo.


























