O cessar-fogo de 60 dias entre Estados Unidos e Irã expirou na segunda-feira (17), e o presidente Donald Trump descartou prorrogá-lo. O petróleo disparou. O Brent fechou a US$ 91,10 o barril, a primeira vez acima de US$ 90 desde 29 de julho, alta que também pressiona o preço dos combustíveis no Brasil.
O WTI, referência dos Estados Unidos, subiu 3,35%, cotado a US$ 84,25.
Uma autoridade iraniana, citada pela agência Reuters, disse que o país está pronto para responder a qualquer ofensiva e mudou sua postura de defensiva para "totalmente ofensiva".
Trump afirmou que pode atacar Omã se o país "atrapalhar" as negociações. Disse ainda pretender "declarar o Estreito de Hormuz território dos Estados Unidos" após derrotar o Irã, e alertou americanos para se prepararem para preços de combustível elevados.
Por que um estreito distante mexe com o preço aqui
Cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás passa pelo Estreito de Hormuz. Desde o início das tensões, o tráfego na rota está bem abaixo da média.
Rebeldes houthis do Iêmen atacam embarcações no Estreito de Bab-el-Mandeb, rota alternativa usada por navios sauditas, o que reduz ainda mais as opções de transporte seguro para o petróleo do Golfo.
A cotação internacional do Brent é uma das referências que a Petrobras usa para reajustar gasolina, diesel e etanol no mercado interno. Uma alta sustentada tende a pressionar os preços no Brasil, ainda que o repasse dependa da política de preços da estatal.
A escalada ocorre na mesma semana em que a Petrobras confirmou a descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, uma aposta do Brasil em nova fronteira de produção própria.























