Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3065 da Mega-Sena, sorteado na quinta-feira (1º): 08, 10, 30, 38, 50 e 53. Com isso, o prêmio acumulou e chega a R$ 82 milhões no próximo sorteio, neste sábado (3), às 21h.
A chance de uma aposta simples, com seis números, acertar o resultado é de 1 em 50.063.860, o que explica por que o prêmio segue crescendo concurso após concurso.
Para onde vai o dinheiro de quem aposta
De cada R$ 100 apostados, só R$ 43,79 viram prêmio: 40% para a sena, 13% para a quina, 15% para a quadra, e os 22% restantes reservados para os concursos especiais de final 0 ou 5, caso da Mega da Virada.
Outros R$ 37,08 de cada R$ 100 têm destino em lei: R$ 17,32 para a Seguridade Social, R$ 6,80 para segurança pública, R$ 3,00 para o sistema penitenciário, R$ 2,91 para cultura e R$ 2,49 para o esporte.
Os R$ 19,13 restantes cobrem a operação: comissão da rede lotérica, custeio e o Fundo de Desenvolvimento de Loterias. Prêmios não reclamados em até 90 dias após o sorteio são revertidos para o FIES, o fundo que financia estudantes do ensino superior.
Este não é o maior acúmulo recente: em 15 de setembro, o prêmio já havia chegado a R$ 102 milhões antes de ser pago, e já houve concurso com R$ 165 milhões.
Quando alguém finalmente acerta, o valor surpreende: o último grande vencedor sozinho levou R$ 57,2 milhões apostando pela internet. A reserva para a Mega da Virada já somava R$ 83,7 milhões nesta sexta (2), quase três meses antes do sorteio de dezembro.
O ponto em aberto
A divulgação de cada sorteio foca no valor do prêmio e em quem vai levá-lo. O destino dos R$ 37,08 que a lei manda para Seguridade Social, segurança pública, sistema penitenciário, cultura e esporte aparece só no regulamento da loteria.
É dinheiro que sustenta essas áreas todo concurso, tenha ou não ganhador da sena.
O que acontece agora
O sorteio do concurso 3066 ocorre neste sábado (3), às 21h. Sem acertador das seis dezenas, o prêmio volta a acumular para o próximo concurso.
O ciclo de destinação se repete a cada rodada: menos de metade do valor apostado chega a quem joga, e o resto sustenta políticas públicas que vão da segurança ao financiamento estudantil.






























