O presidente Lula (PT) criticou o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), líder nas pesquisas ao governo de Minas, em caminhada no Centro de Belo Horizonte nesta sexta-feira (2). Ele disse que o rival "só fica postando coisinha no celular" e pediu votos para Patrus Ananias.
"Não é possível que a gente tenha alguém da qualidade do Patrus, o melhor prefeito que esta cidade já teve, companheiro que foi meu ministro do Combate à Fome, e eleger alguém cuja única habilidade é lacrar no celular", declarou o presidente.
O ato ocorreu por volta das 18h10, dois dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4). Participaram também as candidatas ao Senado por Minas Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL), além da primeira-dama Janja.
Por que o ataque mira justamente Cleitinho
Cleitinho tem o apoio declarado do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa pela Presidência. Isso faz da corrida ao governo de Minas um capítulo local da disputa nacional entre os dois presidenciáveis.
Segundo a pesquisa Quaest/TV Globo, Cleitinho tem 37% das intenções de voto em Minas, contra 18% de Patrus, 2º colocado. Ouviu 1.506 eleitores entre 25 e 28/9, registro TSE MG-02019/2026, margem de 3 pontos.
Mateus Simões (PSD), governador em busca da reeleição, e Alexandre Kalil (PDT), com 9% na mesma pesquisa, também disputam o cargo.
O comício integra o esforço final do PT para levar Patrus ao segundo turno. Lula apresentou o próprio histórico de Patrus como prefeito de Belo Horizonte como o principal argumento contra o adversário.
No mesmo dia, Flávio Bolsonaro fez campanha em Montes Claros ao lado do candidato a governador Flávio Roscoe (PL) e do candidato ao Senado Domingos Sávio.
O que acontece agora
O primeiro turno acontece neste domingo (4), quando o eleitor mineiro escolhe governador, dois senadores, deputados federais e estaduais. Um eventual segundo turno para o governo de Minas ocorre em 25 de outubro, caso nenhum candidato atinja maioria.
Para a votação de domingo, a Polícia Militar já mobiliza mais de 40 mil policiais em todo o estado, e o comício reforça a disputa acirrada na reta final da campanha.






























