A Polícia Federal prendeu 34 pessoas em sete ações contra suspeita de compra de votos, realizadas entre 30 de setembro e 1º de outubro em cinco estados. As operações apreenderam cerca de R$ 3,81 milhões em dinheiro, segundo o jornal O Tempo.
As ações miraram esquemas em Roraima, Amazonas, Piauí, Rio Grande do Norte e Maranhão, a dois dias do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4).
Como funcionavam os esquemas apurados
Em Roraima, a PF prendeu 23 pessoas em duas ações. A primeira apreendeu R$ 33.720 em espécie com um suspeito que portava uma lista de nomes de eleitores. Na segunda, 22 pessoas foram presas, entre organizadores e eleitores.
No esquema de Roraima, cada voto teria sido pago a R$ 400, segundo a PF. Quem admitiu ter recebido o dinheiro também foi autuado. O caso é o mesmo registrado pela TV Sim Brasil nesta sexta-feira (2), com as 23 prisões detalhadas por estado.
Em Manaus, dois suspeitos foram presos depois que a Central de Denúncias Eleitorais identificou saques bancários de R$ 1,64 milhão. Numa aeronave entre Manaus e o município de Borba, a PF apreendeu R$ 27.800 em espécie e material de campanha com outro passageiro.
Em Picos (PI), três pessoas foram presas perto de uma agência bancária com R$ 750 mil em espécie. Em Mossoró (RN), a PF apreendeu R$ 400 mil e dois celulares, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
O caderno que vinculava voto a consulta médica
Em Coelho Neto e Afonso Cunha, no Maranhão, três pessoas foram presas por corrupção eleitoral e associação criminosa. A PF apreendeu R$ 960 em espécie, cerca de 550 panfletos de campanha, bandeiras, adesivos e três aparelhos celulares.
Entre o material, havia um caderno com nomes de eleitores que vinculava a contagem de votos ao oferecimento e à promessa de bens e serviços, incluindo consultas médicas e obras públicas, segundo a Polícia Federal.
A corporação informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e os beneficiários finais de cada esquema.
O que acontece agora
A onda de operações é parte de um ano recorde de fiscalização eleitoral. A PF já apreendeu R$ 32,2 milhões em dinheiro e bens em crimes eleitorais em 2026 até 30 de setembro, segundo o Metrópoles.
O valor é mais do triplo do total apreendido em todo o ano eleitoral de 2022 (R$ 10 milhões), embora ainda abaixo dos R$ 63 milhões das eleições municipais de 2024.
Foram 49 operações sobre crimes eleitorais homologadas neste ano, com o Ceará concentrando o maior número (9).
A PF já prendeu outros suspeitos em Roraima nesta reta final, caso de Jalser Renier, detido pela 2ª vez em uma semana, e de um investigado flagrado com dinheiro escondido no esgoto, apelidado de Antônio Doido.
É o mesmo estado que lidera as apreensões de 2026 no país, com R$ 4,60 milhões bloqueados até aqui.






























