O fisioterapeuta Bartolomeu Barros, o Bartô, já torceu por três clubes rivais de Pernambuco: nasceu torcedor do Náutico, depois virou do Sport e hoje torce pelo Santa Cruz, que tenta o acesso à Série B neste sábado (3), contra o Maringá-PR.
Tudo começou nos Aflitos, estádio do Náutico. "Eu nasci Náutico. Foi minha primeira experiência com futebol, primeiro amor com futebol, primeira vez que vim para o estádio. Nasci numa família alvirrubra", lembra Bartô.
A relação começou a ruir em 1993. Aos 7 anos, ele viu o Náutico perder de virada para o Santa Cruz na decisão do Campeonato Pernambucano.
"O jogo estava 1 a 1, o Náutico sendo campeão, e o Santa fez um gol. Santa campeão pernambucano. Isso, para mim, foi uma frustração absurda. Tinha sete anos. Foi triste, foi triste", lembra.
"Fiquei balançando se ficava no Náutico, se não ficava. Foi aí que eu decidi... mudar de time? Mudar de time! Mudei de time!", resume o fisioterapeuta, sobre a decisão de trocar de clube ainda criança.
Um tio rubro-negro o levou à Ilha do Retiro para ver um jogo do Sport, e a paixão mudou outra vez. "Eu vim para cá alvirrubro e voltei rubro-negro. É aqui que eu vou torcer. Gostei do Sport", diz.
Bartô virou sócio do Sport e viveu o título da Copa do Brasil de 2008: saiu do trabalho às 14h para acompanhar, na Ilha do Retiro, a decisão contra o Corinthians.
É a mesma rivalidade que hoje mobiliza o estado: Sport e Náutico também se enfrentam na Série B, em busca de um tabu de quase 20 anos.
A reportagem do ge não detalha quando Bartô se tornou torcedor do Santa Cruz. Hoje, é como são-cruzense que ele acompanha a decisão mais importante do ano para o clube.
O jogo que pode valer o acesso
O Santa Cruz chega a esta rodada a uma vitória da Série B e enfrenta o Maringá-PR neste sábado (3), às 17h, na Arena Pernambuco, em Recife. Um empate já garante a vaga.
Uma vitória também garante o acesso, assim como uma derrota, desde que o Floresta-CE não vença o Botafogo-PB no outro confronto da rodada.
Os ingressos para o jogo estão esgotados, segundo anúncio feito na noite de quinta-feira (1º). A expectativa é de público de 45,5 mil torcedores, o que poderia entrar para a história da Arena Pernambuco.
Os recordes atuais de público do estádio pertencem à final do Campeonato Pernambucano de 2024, entre Sport e Náutico, e à final da Série D do ano passado, quando o Santa Cruz enfrentou o Barra-SC.
O que acontece agora
A torcida do Maringá foi alocada em camarotes, o que elimina a necessidade de separação de segurança entre as torcidas. O apito inicial está marcado para as 17h deste sábado.






























