Hospitais públicos de Juiz de Fora (MG) com atendimento pelo SUS tiveram atividades parcialmente suspensas nesta sexta-feira (2), entre eles a Santa Casa de Misericórdia. As instituições filantrópicas alegam falta de repasse da prefeitura para manter a operação das unidades.
Entre as unidades afetadas estão o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, o Hospital Ana Nery, o Hospital São Vicente de Paulo, o Hospital 9 de Julho e a Ascomcer.
Segundo o Sindicato dos Hospitais de Juiz de Fora, os recursos são necessários para a manutenção das unidades, que podem, a qualquer momento, sofrer falta de insumos, principalmente medicamentos.
Por recomendação do Ministério Público, os serviços de urgência e emergência estão mantidos. O sindicato alerta que, na semana que vem, há risco de não haver recursos para pagar os funcionários das instituições.
Na prática, o que fica suspenso são consultas e procedimentos eletivos, não urgentes, pelo SUS nessas unidades.
O impasse em Juiz de Fora acontece no mesmo estado em que a prefeitura de BH e a Santa Casa já apontaram falhas em um novo sistema do SUS.
Em outras cidades mineiras, hospitais filantrópicos vivem situação distinta: a Santa Casa de Formiga recebeu R$ 2,6 milhões do estado para comprar equipamento de ressonância magnética.
A tensão entre poder público e rede filantrópica não é exclusividade de Juiz de Fora: no Sul de Minas, uma mudança no sistema de regulação de vagas também gerou insatisfação entre gestores de saúde.
O que diz a prefeitura
A Prefeitura de Juiz de Fora afirma não ter nenhuma pendência com os prestadores de serviços de saúde. Diz que eventuais divergências de interpretação estão sendo resolvidas com mediação do Ministério Público.
O órgão estabeleceu novembro como prazo final para a resolução do impasse. A prefeitura diz permanecer aberta ao diálogo para uma solução construtiva.
O que acontece agora
O Ministério Público segue mediando a negociação entre a prefeitura e os hospitais filantrópicos, com prazo até novembro para uma solução. Até lá, o risco de falta de insumos e de atraso no pagamento de funcionários permanece, segundo o sindicato.






























