Organizações da sociedade civil fizeram um ato nesta segunda-feira (19) em frente à sede da Meta, em São Paulo, para cobrar reparação por restrições a perfis e publicações que, segundo elas, prejudicaram a campanha de Lula (PT) a cinco dias do 2º turno.
Cerca de 200 pessoas participaram do protesto, batizado de "Meta, não se meta na nossa eleição". Organizadores entregaram notificação extrajudicial ao diretor-geral da empresa no Brasil, Conrado Leister.
O ato reuniu organizações como CTRL+Z, Artigo 19, Diracom e Sleeping Giants Brasil, entre outras. Elas cobram transparência na moderação de conteúdos, reparação por restrições a perfis e publicações, e auditoria independente dos algoritmos da plataforma.
Os manifestantes levaram cartazes com o rosto do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e pediram regulação das Big Techs. Também gritaram frases contra interferência externa nas eleições brasileiras.
A Meta divulgou nota, na sexta-feira (16), negando ter interferido ou favorecido candidatos nas eleições. A empresa admitiu que falhas técnicas temporárias atingiram a campanha de Lula.
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Os sistemas de distribuição de conteúdo da Meta não operam segundo critérios ideológicos, diz a nota da empresa.
A empresa também afirma que cerca de 70% das intervenções e restrições aplicadas às contas de Lula nas plataformas vieram de decisões do próprio TSE, não de escolha própria.
Por que o TSE proibiu a Meta de restringir conteúdo eleitoral?
O TSE proibiu a Meta de limitar o alcance de publicações de Lula e Flávio Bolsonaro, em decisão de 15 de outubro do ministro Marco Aurélio Bellizze. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 500 mil.
A medida respondeu a uma denúncia da campanha de Lula. A ferramenta de IA do WhatsApp da Meta recusava gerar imagens com "Lula 13", mas liberava imagens com "Flávio 22".
Isso coloca a Meta sob vigilância redobrada da Justiça Eleitoral justamente na reta final da disputa, quando qualquer restrição de alcance pode pesar no resultado.
Bellizze identificou falhas nas ferramentas da Meta, mas disse não haver prova de que elas ocorreram de forma deliberada. A decisão foi confirmada por unanimidade pelo plenário do TSE.
A TV Sim Brasil já havia mostrado como a IA do WhatsApp recusava imagens de Lula, mas liberava as de Flávio.
Antes disso, a Meta já havia negado viés e atribuído a queda nas visualizações de Lula a uma falha técnica.
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A coligação de Lula também havia acionado órgãos internacionais e federais contra a atuação da Meta antes do ato desta segunda.
O Ministério Público Federal abriu procedimento, em 14 de outubro, para apurar a moderação de conteúdo da Meta e da rede X nas eleições. O órgão recebeu mais de mil denúncias de conteúdo bloqueado e contas suspensas.
O que acontece agora
A Meta tem agora a notificação extrajudicial das organizações para responder, com pedido de auditoria independente dos algoritmos. O TSE segue fiscalizando o cumprimento das decisões já tomadas sobre a empresa.
O 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro acontece no próximo domingo (25).





























