O senador eleito por Minas Gerais Domingos Sávio (PL) disse, em entrevista ao programa Brasil que Dá Certo, da TV Sim Brasil, que o candidato Flávio Bolsonaro pretende reduzir ao menos dez ministérios e cortar gastos supérfluos do governo federal, mas preservar o Bolsa Família e demais direitos sociais.

Corte de ministérios e gastos

Domingos Sávio criticou o tamanho da Esplanada montada por Lula e disse que o próximo governo pode reduzir o número de pastas sem afetar programas sociais.

"O compromisso do Flávio é preservar os direitos sociais", disse Domingos Sávio. Segundo ele, o plano preserva esses direitos, mas corta gastos considerados supérfluos da máquina pública.

"É possível você diminuir pelo menos dez ministérios e enxugar a máquina. Não tem tanta gente", afirmou o senador eleito, citando a decisão de Lula de dobrar o número de pastas no início do mandato.

Domingos Sávio também atribuiu ao que chamou de má gestão dos gastos públicos o peso dos juros e dos impostos no orçamento das famílias.

"Essa incompetência do governo de gastar muito e gastar mal gera primeiro juros altíssimos e aumentos de impostos. Quando aumenta o imposto e o juro, o custo de vida fica mais alto", disse o senador eleito.

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Segundo ele, a simples perspectiva de vitória de Flávio Bolsonaro já teria efeito sobre o mercado, com reflexo em juros, bolsa de valores e dólar.

Segurança pública e maioridade penal

Domingos Sávio defendeu também o endurecimento das penas contra criminosos e a redução da maioridade penal, proposta que, segundo ele, foi retirada de pauta no Congresso.

"Nós temos que combater a violência para o cidadão de bem ter paz. Nós temos que melhorar o atendimento de saúde, nós temos que fazer educação profissionalizante, e aí nós vamos viver um país de prosperidade", disse Domingos Sávio.

"É uma escolha que a direita faz: defender a vítima, defender o cidadão. E o criminoso? A esquerda chama o criminoso de coitadinho", disse o senador eleito.

"A esquerda quer manter a maioria na pobreza, na ignorância, quer manter a maioria dependente do governo para que eles se perpetuem no governo", disse Domingos Sávio.

Sobre o Bolsa Família, Domingos Sávio disse que o programa seria mantido como complemento de renda, inclusive para quem consegue emprego formal.

"Vamos garantir que você continue recebendo o Bolsa Família como complemento de renda", afirmou Domingos Sávio, defendendo que o benefício não seja cortado de quem assina carteira de trabalho.

Domingos Sávio disse esperar que Flávio Bolsonaro seja eleito presidente no dia 25, data do segundo turno.