Após o fim das convenções partidárias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que lideram as pesquisas à Presidência, definiram os palanques nos oito maiores colégios eleitorais do país. Juntos, os estados somam mais de 100 milhões de eleitores — quase 70% do total de brasileiros aptos a votar em outubro.

São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará concentram a disputa. Lula tenta crescer no Sudeste, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores eleitorados do país, enquanto Flávio busca ganhar espaço no Nordeste, onde Lula tradicionalmente tem mais votos — o petista teve 69,34% dos votos válidos da região em 2022, contra Jair Bolsonaro. Para tentar reduzir essa vantagem, Flávio escolheu como vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).

Disputa em SP reúne quatro ex-ministros no palanque de Lula

São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 31,2 milhões de eleitores. Ali, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) disputa o governo do estado com o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito à reeleição — o primeiro desafio de Haddad é levar a disputa ao segundo turno.

O palanque de Lula em São Paulo reúne quatro ex-ministros: além de Haddad, o candidato a vice-governador é Márcio França (PSB), ex-titular das pastas do Empreendedorismo e de Portos e Aeroportos; para o Senado, a chapa tem Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento, e Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente. No lançamento da candidatura de Haddad, no fim de julho, Lula disse que a campanha da oposição será baseada em mentiras "porque não possuem biografia".

Do lado de Flávio, o palanque em São Paulo tem Tarcísio à frente, com o ex-secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite (PP), e André de Paula (PL) como candidatos ao Senado. A campanha de Flávio avalia que vencer a eleição estadual já no primeiro turno ajudaria a esvaziar o espaço de Lula em São Paulo durante o segundo turno da disputa presidencial — mas parte da equipe teme que isso afaste o eleitor paulista das urnas nesse mesmo segundo turno.