Fernando Haddad (PT) teve a candidatura ao governo de São Paulo oficializada neste sábado, 25 de julho, em convenção realizada na Arena Concórdia, em Campinas. O ex-ministro da Fazenda terá Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador, e a chapa leva Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) à disputa pelas duas vagas paulistas no Senado.
A coligação reúne PT, PSB, Rede, PDT, PSol, PV e PCdoB. A escolha de Campinas para o ato, e não da capital, foi apresentada por dirigentes do partido como parte da estratégia de disputar o eleitorado do interior paulista, onde o campo governista tem histórico de desempenho mais fraco.
Privatizações no centro do discurso
Haddad concentrou as críticas nas privatizações conduzidas pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele disse que as concessões foram feitas "a toque de caixa", tanto no caso da Sabesp quanto no dos trens metropolitanos, e afirmou que as linhas foram entregues a "empresas sem a menor experiência nesses ramos de atividade". Segundo o candidato, o resultado aparece na ponta: "a água está faltando na torneira, quando chega, chega suja, e a conta d'água subindo todo ano".
A Sabesp foi desestatizada em julho de 2024, em operação de R$ 14,7 bilhões, e seis das sete linhas da CPTM já operam sob concessão privada. Haddad afirmou que, se eleito, revisará os principais contratos firmados pela atual gestão — sem detalhar em que termos.
O petista também questionou a ausência de cobrança sobre o governador: "Qual é a disputa que a gente faz com o Tarcísio? O que é possível disputar com ele, se tudo está indo para trás?". Para sustentar o argumento, citou o crescimento de 0,4% do PIB paulista contra cerca de 2% do PIB nacional, além de alta de 10% nos feminicídios e de 82% na população em situação de rua no estado.
Lula fecha o ato mirando a campanha adversária
Presentes ao evento, o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin reforçaram o apoio à chapa. No encerramento, Lula concentrou o discurso no uso de inteligência artificial pela campanha adversária e afirmou que "a base da sustentação da campanha deles é uma coisa chamada mentira" — fala que ocorre poucos dias depois da polêmica sobre um vídeo gerado por IA exibido na convenção do PL. O quadro paulista segue em definição às vésperas do prazo final das convenções partidárias.
















