A colheita da segunda safra de milho nos municípios de Apucarana e Ivaiporã, no Paraná, avança com expectativa de movimentar mais de R$ 1 bilhão. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), a produção deve alcançar 20,7 milhões de sacas. A produtividade média esperada é de 250 sacas por alqueire.
As condições climáticas durante o ciclo do milho foram desafiadoras, com períodos de seca e calor intenso, mas as chuvas subsequentes permitiram um bom desenvolvimento das lavouras. No entanto, a umidade elevada dos grãos, comum nesta época do ano, tem sido um desafio para os produtores, aumentando os custos de produção devido à necessidade de secagem antes do armazenamento.
Em Ivaiporã, a produção é estimada em 12,7 milhões de sacas, movimentando R$ 635 milhões, enquanto em Apucarana a expectativa é de R$ 449 milhões com a colheita de mais de 8 milhões de sacas. A cultura do milho 2º safra é a principal fonte de renda no inverno, movimentando a economia local, especialmente em municípios menores.
Comparada a safras anteriores, a atual colheita se beneficia de uma boa estrutura de manejo e controle fitossanitário, apesar das pressões de pragas como a lagarta-do-cartucho. A regularização das chuvas e a ausência de eventos climáticos severos, como geadas, contribuíram para um cenário otimista. A crise no abastecimento de diesel, no entanto, adiciona uma camada de complexidade à logística da colheita, com o aumento dos custos de frete impactando as margens dos produtores.
Com a colheita em andamento, os produtores permanecem atentos às condições climáticas que podem influenciar os resultados finais da safra. As chuvas recentes interromperam temporariamente os trabalhos, mas as perspectivas gerais para a safra continuam positivas.




