O consumidor brasileiro fechou a última semana de julho pagando menos pela gasolina e pelo gás de cozinha, segundo a pesquisa semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgada na sexta-feira, 24 de julho. O preço médio da gasolina comum nos postos caiu 0,45% e chegou a R$ 6,55 por litro. O botijão de 13 quilos de GLP recuou 0,12%, para R$ 114,34.

O movimento consolida um mês de alívio no bolso. No acumulado de julho, a gasolina registra queda de 0,90%, o gás de cozinha, de 0,27%, e o diesel S-10, de 0,99% — a maior redução entre os combustíveis fósseis no período.

Diesel interrompe a sequência de quedas

A exceção da semana ficou por conta justamente do diesel. Depois de semanas seguidas de baixa, o diesel S-10 subiu 0,14% na média nacional. A virada tem origem fora do país: o embargo russo às exportações do produto reduziu a oferta global e encareceu o combustível importado, referência para o mercado brasileiro.

O repasse já apareceu na cadeia de abastecimento. A Acelen, controladora da refinaria de Mataripe, na Bahia, responsável por cerca de 14% do abastecimento nacional, elevou em mais de 8% o preço do diesel cobrado das distribuidoras na semana. Como o diesel move o transporte rodoviário de cargas no Brasil, altas sustentadas nesse combustível costumam chegar ao consumidor semanas depois, embutidas no frete e no preço dos alimentos.

Média nacional esconde diferenças de mais de R$ 4

Os números da ANP são médias nacionais e escondem uma dispersão grande entre municípios. Nos levantamentos recentes da agência, a diferença entre o litro de gasolina mais caro e o mais barato do país passou de R$ 4, e o botijão de 13 kg foi encontrado de R$ 79 a R$ 161, conforme a região. Alíquota de ICMS, custo de logística até a bomba e nível de concorrência local pesam mais no preço final do que a variação semanal da média nacional.

Por isso, a leitura mais útil para quem abastece não é o índice divulgado, e sim a pesquisa de preço no próprio bairro: em cidades com muitos postos disputando o mesmo público, a queda da gasolina tende a aparecer mais rápido do que em municípios com poucos revendedores.