A Defensoria Pública de Minas Gerais entrou com uma ação civil pública contra a Clínica Credidio Cirurgia Plástica e Nutrologia Ltda em Belo Horizonte. A ação visa responsabilizar a clínica por irregularidades na prestação de serviços médicos, destacando riscos à saúde pública devido a problemas sanitários observados entre 2017 e 2024.
Relatos de pacientes indicam que a clínica incentivava a realização de múltiplos procedimentos em uma única sessão, aumentando o tempo de operação e, consequentemente, os riscos de complicações. A prática de oferecer 'pacotes cirúrgicos' a preços reduzidos foi citada como fator de convencimento para os pacientes.
A Defensoria solicita a suspensão do médico responsável até o julgamento final e a substituição na função de diretor técnico, além de exigir a apresentação de documentos médicos e prontuários das pacientes. A ação também pede indenização mínima de R$ 800 mil por danos morais coletivos ao Fundo Municipal de Saúde de Belo Horizonte e indenizações individuais por danos materiais e estéticos.
A clínica operou sem alvará sanitário em períodos críticos, expondo pacientes a riscos durante o suporte pré e pós-operatório. Falhas como a falta de manuais técnicos, registros de manutenção, e condições inadequadas de higiene foram identificadas por fiscalizações sanitárias.
A publicidade da clínica, que divulgava a credibilidade do médico nas mídias, influenciou decisivamente a escolha dos pacientes. A Defensoria Pública argumenta que a ampla divulgação do caso é essencial para identificar novas vítimas e garantir que elas possam exercer seus direitos.




