Márlon de Carvalho Leão, tio da capitã da Polícia Militar Michelle Leão, afirmou ter visto imagens de câmeras de segurança do prédio onde a sobrinha morava. As gravações mostram Michelle andando com normalidade na madrugada em que foi encontrada morta, dia 20, uma segunda-feira, e foram exibidas à família durante a perícia técnica no apartamento.
Segundo o tio, uma sub-síndica e outro membro da administração passaram os vídeos cerca de uma semana depois da morte. Às 00h32 da segunda-feira, segundo Márlon, "a Michelle entra na garagem andando normalmente", na cena registrada pelas câmeras.
O que as câmeras mostram
Nas imagens, Michelle caminha até o carro acompanhada de um rapaz e outras três pessoas, que deixam o prédio. Ela volta, para brevemente ao lado do rapaz e entra em casa.
Márlon descreve o andar da capitã como "linear, como ela sempre andou", sem sinais de embriaguez ou de uso de drogas naquele momento.
Há um segundo vídeo, gravado às 4h40 da madrugada de sábado para domingo, em que Michelle aparece em casa com outra mulher. Segundo o tio, essa mulher também teria tido um relacionamento com o sargento, marido de Michelle.
Já sobre o desfecho, Márlon relata ter visto, em outra gravação, o momento em que o sargento carrega o corpo da capitã até o carro.
"Ele teve a frieza de levar ela como leva um saco de laranja, um saco de batata, um saco de lixo", afirmou, ao descrever a cena.
Hospital sem pronto-socorro
De acordo com Márlon, o sargento não seguiu direto para o hospital que atendeu o caso. Parou antes no Hospital Belo Horizonte, unidade que, segundo ele contou à família, não tinha pronto-socorro.
Só depois foi para outro hospital, onde a equipe médica constatou múltiplas lesões: corte na cabeça, fratura na mandíbula, lesão na lateral do crânio e costelas quebradas.
Para os médicos, o quadro era compatível com um óbito ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital.
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Foi o corpo médico, e não a polícia ou a família, quem acionou as autoridades diante desses achados, segundo o relato do tio. Ele contesta a versão de queda de escada apresentada pelo sargento.
"Como é que você vê sua esposa caindo da escada, você vai dar banho?", questionou Márlon, lembrando que, segundo ele, não havia sangue perto do trecho da escada indicado.
O tio diz confiar que a perícia técnica vá reconstituir "ponto a ponto" o que aconteceu no apartamento naquela madrugada. O sargento é investigado pela morte da capitã e não foi condenado até a publicação desta matéria.






























