O Fenerbahçe anunciou nesta quinta-feira (3) a rescisão em comum acordo do contrato do atacante brasileiro Anderson Talisca, revelado nas categorias de base do Bahia. O clube turco não recebeu taxa de rescisão, e o atacante já assinou com o Al-Jazira, dos Emirados Árabes Unidos.

Em comunicado, o Fenerbahçe informou que Talisca "se juntou ao elenco na metade da temporada 2024-25" e teve o vínculo "rescindido em comum acordo", desejando a ele "tudo de bom para o que vem por aí".

No Fenerbahçe, Talisca soma 75 jogos e 44 gols, com sete assistências. As atuações dele foram decisivas na campanha que garantiu ao clube turco vaga na fase principal da Champions League 2026/27.

Ele havia renovado o contrato até 2028 na janela de inverno e vivia boa fase nesta temporada, com cinco gols em sete jogos, quando o vínculo foi encerrado de forma repentina.

Segundo apuração de veículos turcos, o clube não pagou nem recebeu valores pela rescisão. Talisca recebia 7,5 milhões de euros por ano, e a saída alivia a folha salarial em 15 milhões de euros ao longo de duas temporadas.

Ele deixa o time às vésperas de uma fase de liga que reserva jogos contra Liverpool, Atlético de Madrid, Roma, Aston Villa, Villarreal, Shakhtar Donetsk, Slavia Praga e LASK, sorteados pela Uefa em 27 de agosto.

No Al-Jazira, o atacante assinou por duas temporadas e chega a um time invicto: três vitórias em três jogos, sete gols marcados, nenhum sofrido. O elenco reúne outros brasileiros, como o atacante Bruno de Oliveira, o meia João Victor e o zagueiro Willyan Rocha.

Aos 32 anos, Talisca chega ao sexto clube da carreira fora do Brasil. Depois de sair da base do Bahia ainda jovem, passou por Benfica, Besiktas, Guangzhou FC e Al Nassr antes do Fenerbahçe.

No Al Nassr, onde jogou de 2021 a 2025, teve Cristiano Ronaldo como companheiro a partir de 2023, ano em que se tornou o brasileiro com mais gols e participações em gols no mundo no segundo semestre.

Apesar da boa fase constante fora do país, Talisca foi convocado só duas vezes para a Seleção Brasileira e não entrou em campo em nenhuma das duas chances. Em entrevista ao Lance!, ele questionou o critério usado para chamar jogadores de ligas árabes.

Porque o futebol é 11 para 11, ninguém vai chegar na Liga Árabe e vai fazer 26 gols à toa.