A Justiça concedeu habeas corpus ao influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, nesta segunda-feira (17), após cerca de 10 meses de prisão preventiva. A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região substituiu a prisão por medidas cautelares alternativas.

Buzeira foi preso em outubro de 2025, em Igaratá, no interior de São Paulo, durante a Operação Narco Bet, da Polícia Federal. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado ao tráfico internacional de drogas.

Segundo a Polícia Federal, o grupo usava plataformas de apostas eletrônicas para disfarçar a origem dos recursos.

"A defesa de Buzeira vem a público informar a concessão de duas ordens de habeas corpus impetradas por este que vos fala e pelo meu sócio, Lucas Ruivo, para restabelecimento da liberdade do Buzeira", afirmou o advogado Eugênio Malavasi, em nota.

Por que ele foi o último a sair da cadeia

O Superior Tribunal de Justiça já havia revogado a prisão preventiva de sete outros investigados da Narco Bet, mas mantivera Buzeira e um contador presos. Em junho, o STJ chegou a negar um pedido anterior de soltura dele.

O Ministério Público Federal denunciou o influenciador, um empresário e outras nove pessoas por lavagem de dinheiro. Rodrigo de Paula Morgado e Nickolas Tadeu Ribeiro de Campos, também denunciados no caso, respondem por organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade documental.

A Operação Narco Bet bloqueou mais de R$ 630 milhões em bens e valores. Foram cumpridos 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, incluindo a apreensão de carros de luxo.

A investigação é um desdobramento da Operação Narco Vela, que apurou o envio de carregamentos de cocaína para a Europa por navio, a partir do litoral brasileiro.

O que a TV Sim observa

A concessão de habeas corpus muda a forma como Buzeira responde ao processo, não o mérito da acusação do Ministério Público Federal contra ele e os outros dez denunciados. O caso segue em curso na Justiça Federal.