O Campeonato Brasileiro teve, no fim de semana, a estreia de um pacote de regras contra o antijogo. Nos nove jogos da 23ª rodada, a média de bola rolando subiu para 55min29s, 2min35s a mais que os 52min54s registrados antes da pausa para a Copa do Mundo, segundo a CBF.
O número supera o de ligas europeias de referência na mesma métrica. A Premier League tem média de 55min23s, a LaLiga, 55min08s, e o Campeonato Italiano, 54min28s.
O maior tempo de bola rolando da rodada foi registrado no empate entre Athletico-PR e Red Bull Bragantino. A partida teve 60min18s de bola em jogo, quase 5 minutos acima da média geral da rodada.
O que mudou em campo
O jogador atendido em campo por lesão que interrompe a partida agora precisa ficar fora por, no mínimo, um minuto após a retomada do jogo.
Em arremessos laterais e tiros de meta, o árbitro pode iniciar uma contagem visível de cinco segundos ao identificar demora proposital. Se a equipe não jogar a bola dentro do prazo, a posse passa ao adversário, ou vira escanteio no caso do tiro de meta.
Jogadores substituídos têm dez segundos para deixar o campo pelo ponto mais próximo da linha. Quem não cumprir o prazo deixa a equipe em desvantagem numérica por um minuto, até a entrada do substituto.
O pacote também trouxe a chamada "Lei Vini Jr.", incorporada à Regra 12 do futebol. Ela prevê expulsão para quem cobre a boca com a mão ou a camisa durante discussão ou provocação em campo.
O nome faz referência a um episódio em que Vini Jr. teve dificuldade para identificar o que um adversário havia dito, já que o rival cobria a boca durante a provocação.
A regra já teve a primeira aplicação prática no mesmo fim de semana. Arthur Cabral, do Botafogo, foi expulso após cobrir a boca ao reclamar com o técnico do Vitória, Jair Ventura, ao final da derrota por 1 a 0 no Barradão.
A CBF avalia o primeiro balanço como positivo, mas pondera que ainda é cedo para apontar uma tendência definitiva.


























