O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, cancelou nesta segunda-feira (17) a motociata e o comício que faria em Juiz de Fora (MG), cidade onde o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi esfaqueado durante a campanha de 2018. A campanha atribuiu o cancelamento à neblina que impediu o pouso do avião.
O desembarque estava marcado para as 9h no Aeroporto da Serrinha. Dali, Flávio seguiria de moto até a rua Halfeld, esquina com a rua Batista de Oliveira, para um ato com oração no local do atentado.
A cidade amanheceu com neblina intensa e garoa. O aeroporto informou falta de teto para o pouso.
A campanha chegou a cogitar um desembarque alternativo em Goianá, a cerca de uma hora de Juiz de Fora, mas descartou a rota para não atrasar a agenda em Belo Horizonte.
Apoiadores, vereadores do PL e candidatos a deputado estadual e federal esperavam no aeroporto, com motos e carro de som já posicionados.
"Fiquei triste, até xinguei o rapaz que me trouxe. Falei com ele: 'se eu não der um beijo no Flávio hoje, a culpa é sua, você está demitido'. Mas eu volto de novo quando ele vier", disse a aposentada Fátima Lopes, 73 anos.
"A gente tem que dar esse apoio moral a ele. Estava esperando esse momento agora, mas já que não aconteceu, o dia que acontecer a gente volta. Precisamos manter o patriotismo", afirmou o aposentado José Pacheco, 77 anos.
A agenda que segue em Belo Horizonte
A agenda em Belo Horizonte foi mantida. À noite, Flávio Bolsonaro participa do lançamento da candidatura de Flávio Roscoe (PL) ao governo de Minas Gerais.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e também está no centro da estreia de campanha de Lula (PT).
O presidente volta a Belo Horizonte em 21 de agosto para lançar a candidatura de Patrus Ananias ao governo estadual, e em 29 de agosto para um encontro com mulheres.
Desde 1989, o candidato que vence a disputa presidencial em Minas Gerais também vence a eleição nacional, o que deu origem à frase "quem ganha em Minas, ganha no Brasil".
























