O candidato mais comum das eleições de 2026 é homem, branco, casado e tem ensino superior completo. É o que mostra o levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com as 20.506 candidaturas registradas até 15 de agosto, atualizado nesta segunda-feira (17).
Os homens são 65,2% do total de candidatos, e as mulheres, 35%. Na cor ou raça declarada, 48,68% se disseram brancos (9.994 candidatos), 36,2% pardos (7.421) e 13,6% pretos (2.798). Indígenas somam 0,9% e amarelos, 0,52%.
Sobre escolaridade, 12.001 candidatos declararam ensino superior completo, o maior grupo. Outros 4.391 têm ensino médio completo, e 2.173 cursaram o superior sem concluir.
O que muda em relação a 2022
A fatia de mulheres cresceu. Elas eram 33,28% do total de candidaturas em 2022 e agora somam 35% em 2026.
A proporção de brancos recuou de 48,86% para 48,68%, variação também pequena. Pardos e pretos, somados, respondem por praticamente a mesma fatia dos dois pleitos.
A comparação tem uma ressalva. A base de 2026 ainda está em consolidação, com 20.506 candidaturas contra as 28.288 que fecharam o registro de 2022. Os números absolutos ainda vão crescer, mas a proporção entre os grupos tende a se manter estável.
Sobre estado civil, 50% dos candidatos são casados, 35% solteiros e 12% divorciados. Quanto à identidade de gênero, 99,07% se declararam cisgêneros e 0,9%, transgêneros. Na orientação sexual, 96,4% se disseram heterossexuais.
O que a TV Sim observa
A fatia de candidatas mulheres subiu de 33,28% para 35% entre 2022 e 2026, menos de 2 pontos percentuais em quatro anos. Fica a pergunta se esse ritmo se mantém, acelera ou estaciona no próximo pleito, em 2030.


























