Pablo Marçal (PRTB) afirmou que há um erro na declaração de R$ 7,4 bilhões em patrimônio enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no registro de sua candidatura à Presidência, em 15 de agosto. Ele diz já ter orientado a equipe a corrigir o valor, mas não informou qual seria o número certo.
Em 2024, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo, Marçal declarou R$ 169,5 milhões em bens. O valor registrado agora é 43,77 vezes maior, alta de 4.276% em dois anos.
O maior item do patrimônio declarado é um saldo de R$ 6,791 bilhões em CDB e RDB, aplicações de renda fixa, no Banco Itaú. Esse valor sozinho equivale a 91,6% de tudo o que Marçal declarou.
Marçal confirmou à colunista da Metrópoles que existe o erro no cadastro e disse que a equipe já foi orientada a corrigi-lo. A informação sobre o valor bilionário foi revelada primeiro pelo Estadão.
Por que Marçal segue inelegível
Marçal está inelegível até 2032, punição por uso indevido de redes sociais durante a campanha dele à Prefeitura de São Paulo em 2024.
Uma decisão judicial autorizou, de forma provisória, a filiação ao PRTB e o registro da candidatura. Isso não retirou a inelegibilidade em si.
Integrantes do partido Novo já contestam o registro no TSE, questionando a candidatura apesar da situação jurídica de Marçal.
Com os R$ 7,4 bilhões, Marçal é hoje o presidenciável com maior patrimônio declarado em 2026. Segundo a Band, o valor supera em cerca de 30 vezes o do segundo colocado nesse ranking.
Excluindo Marçal, quem mais declarou bens entre os candidatos à Presidência é Augusto Cury (Avante), com cerca de R$ 242 milhões, seguido por Romeu Zema (Novo), com cerca de R$ 178 milhões.
Marçal já havia registrado a candidatura antes mesmo da confirmação da filiação partidária, em meio a uma disputa judicial sobre sua elegibilidade que segue em aberto no TSE.


























